WASHINGTON — Estados Unidos e China concordaram em avaliar reduções recíprocas de tarifas sobre mercadorias importadas no valor de US$ 60 bilhões. A lista divulgada pela Casa Branca inclui produtos como milho americano, cosméticos, eletrodomésticos e brinquedos chineses, mas ainda não define as alíquotas nem um calendário para a medida.
O acordo foi anunciado após o segundo encontro neste ano entre Xi Jinping e Donald Trump, realizado em Washington na semana passada. A extensão da trégua comercial também esteve entre os principais resultados da reunião.
Produtos incluídos
Os Estados Unidos poderão reduzir tarifas sobre 77 categorias de produtos chineses. A relação inclui fogos de artifício, pequenos eletrodomésticos, guirlandas de Natal, cadeirinhas de carro para crianças, brinquedos analógicos e bolas esportivas.
A China, por sua vez, poderá fazer reduções sobre mais de 1.600 categorias de produtos americanos. Entre os itens estão carnes bovina, suína e de ave, frutos do mar, laticínios, trigo, milho, carvão, uísque, cosméticos, madeira e equipamentos médicos.
O documento americano afirma que os dois países vão “examinar” a lista, calculada com base nos fluxos comerciais de 2024. As reduções deverão seguir as leis e os procedimentos internos de cada país. Por isso, nenhuma tarifa foi alterada até agora.
Trégua e carvão
Em outubro de 2025, Washington e Pequim haviam firmado uma trégua comercial após a elevação das tarifas pelos dois lados. A suspensão foi prorrogada até 10 de janeiro.
Pequim confirmou no sábado um “acerto” para a redução tarifária, cuja aplicação foi pedida pelos presidentes dos dois países. O governo americano também informou que a China se comprometeu a comprar pelo menos 10 milhões de toneladas de carvão dos Estados Unidos por ano em 2027 e 2028. Essa informação não consta no comunicado chinês.
As negociações sobre terras raras, um dos pontos centrais da disputa, continuam, segundo a Casa Branca.








