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Padarias tradicionais ampliam atuação sem abandonar o pão francês
Economia

Padarias tradicionais ampliam atuação sem abandonar o pão francês

Em São Paulo, estabelecimentos combinam inovação, variedade e produtos tradicionais para atender diferentes momentos do dia.

As padarias tradicionais passaram a disputar espaço no mercado não apenas pela variedade, mas pela capacidade de reunir diferentes ocasiões de consumo em um mesmo endereço. O cliente pode tomar café antes do trabalho, comprar pão para casa, almoçar, pedir uma sobremesa ou fazer uma encomenda para uma celebração.

O movimento ocorre depois da expansão dos pães de fermentação natural, das farinhas especiais e das massas de longa maturação. Nesse cenário, estabelecimentos tradicionais passaram a combinar técnicas e novidades sem abandonar produtos que fazem parte da rotina dos consumidores.

Na Bella Paulista, a gerente Cibele Almeida de Moraes afirma que a casa testa ingredientes e processos, mas mantém como referência o pão, o café e o pão na chapa. Para ela, a atualização deve melhorar produtos conhecidos, sem substituir aquilo que já funciona.

A Dona Deôla, fundada em 1996, já produzia pão italiano com uma massa madre trazida da Itália. Com o tempo, a rede incorporou novos levains e investiu na formação técnica da equipe. A fundadora e proprietária, Vera Helena Mirandez, diz que a fermentação natural é apenas uma das possibilidades dentro de uma padaria tradicional.

A rede vende mais de 1,15 milhão de pães franceses por mês. Também comercializa mais de 67 toneladas de comida mensais nos buffets de almoço, além de 27 mil coxinhas e 102 mil cafés no mesmo período.

A variedade ajuda a criar uma relação duradoura com os clientes, baseada na frequência e em diferentes momentos do dia. Na Dona Deôla, há consumidores que começaram a frequentar as lojas e hoje levam filhos e netos. Vera afirma que algumas famílias já estão na terceira geração de clientes.

Para Cibele, a memória associada aos produtos continua importante, mas o público passou a observar mais a qualidade e a execução. “O cliente quer aquele sabor que conhece, mas está mais atento à qualidade e quer encontrar uma versão cada vez melhor dele.”

As padarias também precisam acompanhar mudanças nos hábitos sem perder a identidade. Café da manhã, almoço, café da tarde, jantar, confeitaria, encomendas e buffet podem integrar a mesma operação. “A padaria deixou de ser apenas o lugar onde se compra pão e passou a ocupar diferentes momentos do dia e diferentes ocasiões de consumo”, afirma Vera.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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