SÃO PAULO — A ProWine São Paulo começa nesta terça-feira, 6, no Expo Center Norte, com mais de 2.000 produtores de 37 países. A feira termina na quinta-feira, 8, e, pela primeira vez, será realizada em dois pavilhões. Os participantes devem negociar com importadores, distribuidores, varejistas e compradores de restaurantes e hotéis, segundo a organização.
O evento ocorre em um momento de avanço do consumo de vinho no Brasil. Estimativas da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) indicam alta de 41,9% em 2025, para 440 milhões de litros. No mesmo período, o consumo mundial caiu 2,7%. O resultado brasileiro ficou 19,9% acima da média dos cinco anos anteriores, embora represente uma recuperação sobre uma base baixa em 2024.
Mercado internacional
A procura por compradores brasileiros ocorre em meio à redução das exportações globais. Em 2025, elas somaram 33,8 bilhões de euros, com recuos de 4,7% no volume e 6,7% no valor. A OIV relaciona a maior concorrência entre fornecedores à demanda mais fraca e às barreiras comerciais. O consumo caiu 4,3% nos Estados Unidos e 13% na China.
No Brasil, o mercado movimentou 21,1 bilhões de reais em 2025, conforme dados divulgados pela ProWine. A faixa “super premium”, que reúne vinhos de preço mais elevado, teve crescimento de cerca de 15% no faturamento. A alta da receita, porém, não indica necessariamente aumento no número de garrafas vendidas.
Os espumantes também estão entre os produtos procurados. Dados da consultoria Ideal BI reproduzidos pela organização apontam a venda de 4,5 milhões de caixas de nove litros no país em 2025, alta de 8% sobre o ano anterior. O volume equivale a 40,5 milhões de litros.
A organização estima que a edição de 2025 gerou 250 milhões de reais em negócios nos três dias do evento. A previsão era alcançar 500 milhões de reais com contratos assinados nos meses seguintes, sem apresentar esse valor como balanço de vendas concluídas.
Entre os expositores estão a casa de champanhe de Marion e Laurent Liébart, que busca importadores e distribuidores para começar a atuar na América do Sul, e a Domaine Chante Cigale, do Rhône, na França. Presente em mais de 25 países, a vinícola procura um parceiro para desenvolver as vendas no Brasil.








