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Redata reduz impostos para data centers e pode atrair US$ 92 bilhões
Economia

Redata reduz impostos para data centers e pode atrair US$ 92 bilhões

Lei sancionada por Lula suspende tributos federais sobre equipamentos, mas mantém o ICMS fora do regime especial.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta terça-feira, 15, a lei que cria o Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center (Redata). A medida suspende PIS, Cofins, IPI e Imposto de Importação na compra de equipamentos por empresas que operam data centers no Brasil.

A Brasscom estima que o regime possa atrair até US$ 92 bilhões em investimentos no país nos próximos cinco anos, considerando apenas a infraestrutura física. A entidade afirma que a lei pode reduzir a dependência de infraestrutura computacional instalada no exterior.

Segundo dados do Banco Central citados pela Brasscom, o Brasil terminou 2025 com déficit de quase US$ 8 bilhões na balança comercial de serviços de computação e informação. No primeiro semestre de 2026, o saldo negativo já havia alcançado US$ 4,8 bilhões.

ICMS ficou fora da lei

O ICMS não foi incluído no Redata e ainda depende de aprovação no Confaz. Andriei Gutierrez, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES), afirma que o imposto estadual representa dois terços da tributação sobre equipamentos tecnológicos no Brasil.

Eduardo Carvalho, presidente da Equinix para a América Latina, defende rapidez na regulamentação do programa e na aprovação da redução do ICMS. Ele afirma que os principais beneficiados são servidores, GPUs e outros equipamentos de tecnologia, e não obras civis, sistemas de energia, geradores ou refrigeração.

A Brasscom também questiona a decisão do Comitê de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex) de elevar as alíquotas do Imposto de Importação para bens de capital e tecnologia. Para a entidade, a mudança é contraditória com os objetivos do Redata e pode encarecer equipamentos sem produção nacional equivalente.

A lei prevê alíquota zero para empresas que assumirem compromissos de sustentabilidade. A Mordor Intelligence projeta que o mercado brasileiro de data centers cresça de US$ 3,38 bilhões em 2026 para US$ 6,67 bilhões em 2031.

A tramitação do regime começou com a aprovação de um projeto de lei em dezembro de 2024. O texto foi reapresentado como medida provisória em setembro de 2025, perdeu validade sem votação no Senado e avançou definitivamente no início deste mês.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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