Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos atingiram o maior nível desde 2007 na terça-feira (15), antes da decisão do Federal Reserve sobre os juros. A alta, associada ao avanço do petróleo, pressionou as bolsas globais, que ampliaram as perdas da sessão anterior.
O rendimento dos títulos americanos de 10 anos subiu 4,5 pontos-base, para 5%. Na Alemanha, os títulos de referência da zona do euro chegaram a 3,56%, o maior nível em mais de 17 anos. A elevação dos juros dos papéis dos Estados Unidos ocorre há cerca de um mês, em meio às preocupações dos investidores com a inflação e com as perspectivas fiscais de longo prazo do país.
Espera-se que o Fed aumente a taxa em pelo menos um quarto de ponto. O presidente da instituição, Kevin Warsh, porém, tem evitado indicar os próximos passos da política monetária. Para Edison Byzyka, diretor de investimentos da Credent Wealth Management, o crescimento dos lucros chegou a 30% no último trimestre, enquanto o conflito geopolítico pressiona os preços das commodities.
Bolsas e petróleo
Os três principais índices de Wall Street fecharam em baixa. O Dow Jones Industrial Average recuou 0,63%, o S&P 500 caiu 0,45% e o Nasdaq Composite perdeu 0,78%. As perdas foram lideradas pelos setores de bens de consumo discricionário, serviços de comunicação e serviços públicos. As ações de energia avançaram.
Na Europa, o STOXX 600 caiu 0,28%, depois de atingir o menor nível desde 12 de junho. O índice mundial de ações da MSCI registrou baixa de 0,5%.
Os contratos futuros de referência do petróleo Brent fecharam acima de US$ 108 por barril. Houthis do Iêmen, alinhados com o Irã, lançaram novos ataques contra a Arábia Saudita. O fornecimento de energia também foi afetado pelo bloqueio do Estreito de Ormuz, depois de ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã no final de fevereiro.
O Banco do Japão deve elevar os juros em 25 pontos-base, para 1,25%, ao fim de uma reunião de dois dias na sexta-feira. As autoridades buscam fortalecer o iene, após uma intervenção afastar a moeda de uma mínima de 40 anos.








