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Entidades mineiras cobram investigação sobre fatos ligados ao STF
Foto: Fellipe Sampaio/STF
Política

Entidades mineiras cobram investigação sobre fatos ligados ao STF

Manifesto assinado por mais de 20 instituições também defende código de conduta e responsabilização de eventuais envolvidos.

Entidades representativas da sociedade civil mineira divulgaram nesta terça-feira (15) um manifesto com pedidos de investigação independente sobre fatos envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF). O documento também defende a criação de um código de conduta para a Corte e a responsabilização de eventuais envolvidos, caso irregularidades sejam comprovadas.

Assinado por mais de 20 instituições, o manifesto pede que os acontecimentos recentemente tornados públicos sejam analisados de forma imediata, independente, imparcial e transparente pelas instâncias competentes. As entidades afirmam ainda que, se houver necessidade jurídica para preservar a independência da apuração, a autoridade envolvida poderá ser afastada temporariamente.

O texto sustenta que nenhuma autoridade está acima da Constituição e que o mesmo rigor aplicado aos cidadãos deve alcançar agentes públicos de qualquer cargo, Poder ou posição institucional. Também defende a preservação das provas, o respeito ao juiz natural, ao sistema acusatório, ao contraditório, à ampla defesa e ao devido processo legal.

Código de conduta e mudanças institucionais

As entidades apoiam um Código de Conduta efetivo para o STF, com regras sobre integridade, transparência, conflitos de interesses, impedimento e suspeição. O manifesto também considera legítimo que o Congresso Nacional discuta mudanças no modelo constitucional dos tribunais superiores.

Entre os temas citados estão mandatos para futuros ministros do STF, critérios de indicação, decisões monocráticas, mecanismos de responsabilização, transparência e prevenção de conflitos de interesses. O documento afirma que eventuais reformas devem ser institucionais e voltadas para o futuro, sem retaliação a pessoas ou decisões específicas.

O manifesto é dividido em sete pontos: igualdade perante a Constituição e a lei; apuração independente e responsabilização; independência das instituições; colegialidade, transparência e integridade nos tribunais superiores; aperfeiçoamento institucional; liberdades democráticas e processo eleitoral; e defesa das instituições com exigência de responsabilidade.

As entidades também afirmam que Polícia Federal, Ministério Público, Poder Judiciário, Tribunais de Contas, Controladorias e demais órgãos de fiscalização devem atuar com autonomia técnica, imparcialidade e respeito às próprias competências. O texto defende ainda a neutralidade das instituições de Estado no processo eleitoral e a preservação da liberdade de imprensa, do exercício da advocacia, da atividade acadêmica, da pesquisa, da manifestação e da participação da sociedade civil, dentro dos limites constitucionais.

Entre os signatários estão a OAB-MG, a Fiemg, a FCDL-MG, a Fecomércio-MG, o Sinduscon-MG, o Instituto dos Advogados de Minas Gerais, o CESA MG e conselhos profissionais.

O documento afirma que defender o STF como instituição não significa garantir imunidade pessoal a seus integrantes. Eventuais irregularidades individuais, segundo o manifesto, devem ser investigadas e, quando comprovadas, submetidas aos mecanismos constitucionais.

O texto foi datado de Belo Horizonte, 15 de setembro de 2026.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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