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Search funds avançam no Brasil e chegam a cerca de 49 veículos em 2026
Economia

Search funds avançam no Brasil e chegam a cerca de 49 veículos em 2026

Modelo de investimento passou de três fundos, em 2016, para cerca de 49; seis já concluíram a venda das empresas adquiridas.

O número de search funds no Brasil passou de três, em 2016, para cerca de 49 em 2026, segundo levantamento da LKC Capital. Esses veículos captam recursos para comprar uma única empresa, administrar o negócio por determinado período e depois vendê-lo, gerando retorno aos investidores.

Do total identificado no país, 21 fundos estão na fase de busca por uma empresa; 22 já compraram uma companhia e operam o negócio; e seis concluíram o ciclo com a venda da empresa adquirida.

Alternativa para empresários e investidores

A figura central da estrutura é o searcher, profissional responsável por levantar capital, encontrar uma empresa e assumir sua operação. Miguel Linhares, sócio e vice-presidente da LKC Capital, afirma que esses profissionais costumam ter experiência executiva e formação de primeira linha.

O levantamento considera informações públicas sobre transações e aponta os search funds como uma alternativa de saída para empreendedores de empresas médias. O modelo também pode atender empresários que buscam liquidez ou enfrentam questões de sucessão. Para os investidores, a estrutura permite acessar o mercado de private equity com participação direta do gestor na operação.

Linhares atribui parte do crescimento à quantidade de empresas médias brasileiras com posições de liderança, lucratividade e crescimento, além de sócios interessados em encerrar esse ciclo ou se dedicar a novos projetos. A baixa penetração do mercado de capitais reduz as alternativas de saída e abre espaço para esse tipo de fundo.

Apesar do avanço, o setor ainda está concentrado em empresas de tecnologia. Os fundos também costumam procurar negócios maiores, com EBITDA mínimo relativamente alto, de R$ 10 milhões em média.

Mercado ainda em formação

A presença dos search funds no Brasil tem cerca de 10 anos. Nos Estados Unidos, o modelo surgiu nos anos 1980 e já soma mais de 800 fundos criados, segundo Linhares. No Brasil, a expectativa apresentada por ele é de expansão gradual para setores mais tradicionais e empresas menores.

A venda de empresas por alguns fundos começa a formar um histórico de saídas. Na avaliação de Linhares, novos casos de sucesso podem ampliar o grupo de investidores, facilitar o acesso dos searchers ao capital e aumentar o número de transações.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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