O Brasil tinha 1,96 milhão de pessoas trabalhando por meio de aplicativos em 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A jornada média desse grupo era de 44,7 horas semanais, enquanto o rendimento chegava a 16,20 reais por hora — 12% abaixo dos 18,40 reais recebidos, em média, pelos demais trabalhadores do setor privado.
Mesmo com a diferença no valor por hora, os rendimentos mensais médios eram praticamente iguais: 3.147 reais para os trabalhadores de aplicativos e 3.148 reais para os demais ocupados do setor privado. A diferença na carga horária era de 5,4 horas por semana a mais entre os trabalhadores plataformizados.
Dos 1,96 milhão de trabalhadores, cerca de 1,8 milhão tinham os aplicativos como atividade principal. Outros 182 mil usavam as plataformas como trabalho secundário. Essa segunda modalidade passou a ser considerada no levantamento de 2025, para registrar também o uso desses serviços como forma de complementar a renda.
O transporte de passageiros reunia a maior parcela, com cerca de 1,2 milhão de pessoas. As entregas de comida e produtos empregavam 376 mil trabalhadores, enquanto 313 mil prestavam serviços gerais ou profissionais por meio de plataformas digitais.
A informalidade atingia 72,1% dos trabalhadores de aplicativos, contra 42,7% entre os demais trabalhadores do setor privado. A cobertura previdenciária era de 34% no primeiro grupo e de 63% no segundo.
O levantamento também indica que 84,4% dos trabalhadores de aplicativos eram homens e que 47% tinham entre 25 e 39 anos. A pesquisa do IBGE analisou pessoas que prestam serviços de transporte de passageiros, entregas de comida e produtos e atividades gerais ou profissionais por meio de plataformas digitais. Os dados foram divulgados na sexta-feira, 4.








