O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a soberania brasileira, a democracia e o uso das riquezas nacionais em pronunciamento transmitido em cadeia nacional de rádio e televisão neste domingo (6/9), véspera do Dia da Independência.
Lula citou as reservas de terras raras, o petróleo, a água doce e a biodiversidade da Amazônia. Na avaliação do presidente, esses recursos devem ajudar no desenvolvimento tecnológico e na geração de empregos no país. “Não somos e não seremos colônia de ninguém”, afirmou.
O discurso relacionou a celebração da Independência à preservação da autonomia brasileira diante de interesses estrangeiros. Lula também defendeu o livre comércio e disse que nenhum país pode definir com quem o Brasil deve negociar. “Nenhum país estrangeiro tem o direito de dizer de quem podemos comprar, e para quem podemos vender”, declarou.
Sem citar diretamente os Estados Unidos ou outra nação, o presidente afirmou que o Brasil precisa se manter “forte e altivo” para evitar o retorno à condição de colônia de potências estrangeiras. Lula acrescentou: “Somos um país soberano, e nossas decisões pertencem a nós e a mais ninguém”.
Independência no cotidiano
Ao falar sobre a vida da população, Lula associou a independência ao acesso à educação, à saúde e ao emprego, além da independência financeira. Também defendeu que os brasileiros tenham “mais tempo para si mesmo e para sua família”, em referência indireta ao debate sobre a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1.
O presidente disse ainda que o país deve ser livre da fome, da pobreza e das desigualdades, com mais direitos e menos privilégios. Na parte final, destacou a Amazônia, a biodiversidade e a atuação brasileira na transição energética e no enfrentamento da emergência climática.
A transmissão foi autorizada pelo Tribunal Superior Eleitoral. A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República informou que o conteúdo não mencionaria candidatos ou partidos, não usaria slogans governamentais nem promoveria realizações administrativas. O presidente do TSE, ministro Nunes Marques, autorizou a veiculação, com duração de cerca de três minutos e 40 segundos.








