BRASÍLIA — Luiz Inácio Lula da Silva associou a Independência do Brasil à defesa da democracia e dos recursos naturais durante as celebrações do 7 de Setembro. No mesmo dia, Flávio Bolsonaro comandou um comício na Avenida Paulista com críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
Lula participou do desfile cívico-militar ao lado de Davi Alcolumbre, presidente do Congresso, e Edson Fachin, presidente do STF. O presidente não discursou no evento. Em pronunciamento transmitido no domingo por rádio e TV, afirmou que o Brasil deve decidir com quem compra e para quem vende seus produtos.
O presidente também citou os minerais de terras raras entre as riquezas que precisam ser protegidas. Estados Unidos e Brasil negociam um acordo que envolveria acesso preferencial de empresas americanas a minerais brasileiros.
Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin, ministros do Supremo que participaram de desfiles anteriores, não ocuparam a tribuna de honra neste ano. As ausências ocorreram durante uma crise interna na Corte.
Atos contra Moraes
Flávio esteve na Avenida Paulista com Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, e o pastor Silas Malafaia. O local foi palco, no 7 de Setembro de 2021, de discurso do então presidente Jair Bolsonaro contra decisões de Moraes.
Durante o comício, Flávio disse que, se for eleito, pretende indicar cinco ministros para o Supremo. Ele incluiu nessa conta a saída de Moraes e a vaga aberta após o Senado rejeitar a indicação de Jorge Messias. “Nós temos que proteger o STF de Alexandre de Moraes”, afirmou.
Romeu Zema participou pela manhã de outro ato contra Moraes na Avenida Paulista. Augusto Cury discursou na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, e defendeu a independência de André Mendonça, Fachin e dos demais ministros para investigar indícios de corrupção.
Em São Paulo, Renan Santos lançou um manifesto pela saída de Moraes e Toffoli do STF. Ronaldo Caiado participou do desfile oficial em Goiás, estado onde foi governador por oito anos, e relacionou a soberania à segurança pública. “Como é que o presidente Lula vai defender a soberania, se ele a entregou para as facções criminosas?”, questionou.








