OEIRAS — O diretor de futebol do Flamengo, José Boto, afirmou que Gianluca Prestianni teria espaço no clube. O atacante argentino, do Benfica, foi acusado por Vini Júnior de racismo durante uma partida contra o Real Madrid.
A declaração foi dada durante o Portugal Football Summit, evento realizado em Oeiras entre 22 e 25 setembro. Ao listar jogadores que, na avaliação dele, poderiam atuar pelo Flamengo, Boto também citou Maxi Araújo, do Sporting, e o português Tomás Araújo.
“Acho que há bastante jogadores que podiam (jogar no Flamengo)”, disse Boto. Na sequência, o dirigente classificou Prestianni como um excelente jogador e afirmou que há vários atletas que caberiam no clube.
Acusação durante jogo
Vini Júnior marcou o gol da vitória do Real Madrid por 1 x 0 sobre o Benfica, na partida de ida dos playoffs da Champions League. Depois do gol, o brasileiro comemorou junto à bandeira de escanteio, perto dos torcedores do Benfica.
Após a confusão, Vini acusou Prestianni de tê-lo chamado de macaco. Segundo o texto-fonte, outros jogadores do Real Madrid, como Kylian Mbappé e Fede Valverde, confirmaram as ofensas. Mbappé afirmou que o argentino repetiu o insulto cinco vezes.
Vini denunciou o caso ao árbitro François Letexier, que acionou o protocolo antirracismo. Prestianni negou ter cometido racismo e declarou que Vini Júnior “interpretou mal” a situação. O jogador também afirmou ter recebido ameaças de atletas do Real Madrid.
A Uefa e o governo de Portugal abriram investigações independentes sobre o episódio ocorrido no Estádio da Luz, em Lisboa. A acusação contra Prestianni também antecedeu a criação, pela Fifa, da Lei Vini Jr., que prevê punição para jogadores que tentarem esconder ofensas em campo, inclusive cobrindo a boca. Nesses casos, o atleta pode receber cartão vermelho.








