São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Dólar R$ 5,18 · Euro R$ 5,88 · Ibovespa 186.340 +0,00% São Paulo 23°C 18° / 28°
A notícia como ela é
Flamengo critica possível fim das bets e defende manutenção da regulamentação
Esportes

Flamengo critica possível fim das bets e defende manutenção da regulamentação

Clube afirma que uma proibição não acabaria com as apostas e poderia ampliar o mercado ilegal e afetar receitas do esporte.

O Flamengo divulgou nesta sexta-feira (25) uma nota contra a possibilidade de proibição das bets no Brasil. O clube afirmou que o fim das empresas autorizadas não eliminaria as apostas e poderia reduzir a capacidade de fiscalização, tributação e responsabilização do país.

“O jogo não vai acabar com uma canetada. O que acaba é a parte que o Brasil consegue regular, fiscalizar, tributar e responsabilizar”, afirmou o Flamengo.

Impactos da possível proibição

Uma Medida Provisória tem força de lei e entra em vigor após a publicação no Diário Oficial da União. A medida permitiria o início da derrubada de sites e aplicativos, além do bloqueio de transações financeiras. Os contratos de patrocínio com casas de apostas seriam suspensos e se tornariam ilegais.

A MP teria validade de 60 dias, com possibilidade de prorrogação por mais 60, chegando a 120 dias. Nesse período, o Congresso Nacional precisaria aprovar o texto. Caso contrário, a medida perderia validade e a legislação anterior voltaria a valer.

O setor de apostas afirma que uma proibição levaria apostadores a ambientes sem controle. O mercado legal verifica idade e CPF, impede que 3 milhões de beneficiários de programas sociais apostem e registrou 1,2 milhão de pedidos de autoexclusão.

O governo já bloqueou mais de 66 mil domínios ilegais. Ainda assim, 6.409 estavam ativos em uma semana de setembro, enquanto 14 novos eram criados diariamente. O mercado clandestino representa atualmente 41% do volume apostado no país.

Casas como Sportingbet, Betano, Betnacional e Superbet disseram que esse índice poderia chegar a 100% em caso de proibição total. A LCA estima que até R$ 73 bilhões em arrecadação ficariam em risco entre 2027 e 2030 se toda a demanda migrasse para operadores ilegais.

Patrocínios no esporte

Clubes brasileiros mantêm contratos com empresas do setor. A Sportingbet patrocina Palmeiras e Vasco; a Betano, o Flamengo e o Campeonato Brasileiro; a Betnacional, o Cruzeiro; e a Superbet, Fluminense e São Paulo, entre outros.

O Flamengo afirmou que uma mudança imediata afetaria o futebol profissional, as categorias de base, o futebol feminino, os esportes olímpicos e os campeonatos. Também citou possíveis impactos sobre empregos, empresas de comunicação, marketing e tecnologia, fornecedores, arenas e prestadores de serviços.

Na nota, o clube defendeu o aperfeiçoamento das regras e a punição de quem descumprir a lei, mas rejeitou a desmontagem do modelo regulado. Para o Flamengo, os contratos e investimentos feitos com base na legislação precisam ser considerados na discussão.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5