BRASÍLIA — O Corinthians prepara uma nova rodada de reuniões com diretores da Caixa Econômica Federal para tentar liberar R$ 27 milhões retidos em uma conta secundária de garantias. As conversas devem ocorrer na próxima semana e são conduzidas pelo presidente Osmar Stábile.
O clube e o banco já acertaram a suspensão do pagamento de cerca de R$ 28 milhões referentes à terceira parcela trimestral de 2026 do financiamento da Neo Química Arena. A negociação está ligada à reestruturação dos naming rights da arena.
Pelo contrato, a Caixa pode reter até 50% de premiações e receitas do Corinthians para formar uma garantia contra inadimplência. A diretoria argumenta que os recursos podem ser destravados porque o clube vem honrando os compromissos e quitou cerca de R$ 56 milhões ao longo de 2026.
As tratativas também envolvem os R$ 642 milhões que o Corinthians ainda deve à instituição financeira pela construção do estádio em Itaquera. Uma das possibilidades avaliadas é a Caixa assumir os naming rights da arena no lugar da Hypera Pharma.
Situação financeira
Uma avaliação interna do clube estimou em R$ 298 milhões por ano o retorno de mídia gerado pela arena, com base na temporada de 2025. O valor é superior ao previsto no contrato original de 2020.
O balancete financeiro de julho de 2026 registrou déficit acumulado de R$ 278,7 milhões, contra uma projeção inicial de R$ 77,8 milhões aprovada no orçamento. O endividamento total está em torno de R$ 2,86 bilhões.
A previsão de arrecadação com vendas de jogadores era de 25 milhões de euros, cerca de R$ 144 milhões, na temporada. O resultado do primeiro semestre ficou abaixo da meta.
A falta de caixa também provocou atrasos no pagamento de direitos de imagem do elenco profissional masculino, com dois meses em aberto, além de pendências em premiações e férias.







