MADRI — Lando Norris pediu mudanças no circuito de Madring, em Madri, e na regra do safety car virtual (VSC) depois de terminar em terceiro no Grande Prêmio da Espanha. O piloto da McLaren liderava a corrida, mas perdeu a vitória após uma parada nos boxes durante uma neutralização que favoreceu os concorrentes que vinham atrás.
A primeira corrida da Fórmula 1 no novo circuito não teve os acidentes graves e as bandeiras vermelhas temidos antes da prova. A dificuldade para ultrapassar, porém, foi destacada pelos pilotos, e a corrida chegou a ser considerada monótona por alguns deles.
Norris criticou principalmente as curvas 18 e 19 do traçado. “Deveriam eliminar as curvas 18 e 19. Inúteis. Poderiam colocar uma reta maior até uma curva fechada”, afirmou. Apesar da avaliação, ele disse que gosta de pilotar no local e espera que as mudanças sejam feitas para a próxima temporada.
Impacto do safety car virtual
O VSC foi acionado depois que o Aston Martin de Lance Stroll parou na pista e precisou ser retirado. A neutralização permitiu que os pilotos que estavam atrás de Norris fizessem suas paradas e ganhassem tempo.
Norris estava muito à frente quando o VSC começou. Quando entrou nos boxes, o período já havia terminado, e ele não conseguiu recuperar a liderança por causa das características do circuito. Uma parada durante o VSC representa uma economia de aproximadamente 11 segundos em relação a uma parada em condições normais.
O britânico afirmou que provavelmente foi a primeira vez que perdeu uma vitória por causa do safety car virtual. Entre as alternativas sugeridas por ele estão garantir ao menos uma volta para que todos façam a parada ou fechar a entrada dos boxes durante o VSC, exceto em emergências, como um pneu furado.
“Pole, liderei a corrida e perdi por algo que não estava sob meu controle”, disse Norris. Ele reconheceu que há situações mais complexas, como provas em que os pilotos precisem trocar pneus para pista molhada, mas defendeu uma revisão da regra.
Max Verstappen, tetracampeão mundial e segundo colocado na corrida, espera que o tema seja discutido na próxima reunião entre os pilotos. O chefe da McLaren, Andrea Stella, afirmou que uma mudança na regra seria demorada, a menos que haja forte pressão da FIA ou da própria Fórmula 1.







