O militar americano resgatado no Irã após ser abatido em abril relatou os detalhes da operação que o retirou do país. Identificado pelo codinome “Bravo”, ele afirmou que ficou 50 horas escondido em uma fenda de montanha antes de ser localizado por forças dos Estados Unidos.
Após ejetar de um F-15, o oficial de sistemas de armas caiu com o paraquedas danificado. Durante a queda, tentou abrir ou puxar partes do equipamento. O impacto provocou fraturas na coluna, em um braço e em um ombro, além de torção no tornozelo e ferimentos na cabeça e no rosto.
Mesmo ferido, “Bravo” subiu uma montanha de cerca de 2.100 metros de altitude. Ele carregava uma pistola, um dispositivo de comunicação e um sinalizador de localização. Enquanto o piloto da aeronave foi retirado pouco depois da queda, o militar só foi encontrado 50 horas mais tarde.
“Bravo” contou que se escondeu por horas enquanto militares americanos de operações especiais, apoiados por aeronaves dos Estados Unidos, trabalhavam para localizá-lo. A operação envolveu centenas de militares e agentes de inteligência, incluindo integrantes da Delta Force, do Exército, e da SEAL Team Six, da Marinha.
Antes do resgate, agentes da CIA realizaram uma campanha de desinformação para despistar o Irã. Líderes iranianos haviam oferecido uma recompensa pela captura do militar.
Retirada do local
Imagens posteriormente desclassificadas mostraram uma equipe de resgate da Força Aérea dos Estados Unidos avançando até o militar. Ele não revelou o que os integrantes da equipe disseram quando chegaram.
A retirada teve outros problemas. Dois aviões de transporte de operações especiais MC-130J foram danificados durante a operação. Mais de 90 integrantes das forças especiais ficaram temporariamente isolados. Os Estados Unidos destruíram as aeronaves para impedir que fossem capturadas e enviaram outras para concluir a retirada.
Ao lembrar o momento em que viu os resgatadores no alto da montanha, “Bravo” disse que aquele “foi um dos maiores momentos da minha vida”. Os dois integrantes da tripulação não foram identificados publicamente pelo Pentágono por razões de segurança e para evitar a divulgação de informações sensíveis.








