São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Dólar R$ 5,18 · Euro R$ 5,88 · Ibovespa 186.340 +0,00% São Paulo 23°C 18° / 28°
A notícia como ela é
Tropas americanas deixam o Iraque após duas décadas de presença militar
Foto: Divulgação/AFP
Mundo

Tropas americanas deixam o Iraque após duas décadas de presença militar

Saída encerra missão contra o Estado Islâmico, mas Washington manterá cooperação em treinamento, inteligência e contraterrorismo.

Os Estados Unidos concluíram nesta quarta-feira, 30, a saída das últimas tropas do Iraque, encerrando uma presença militar iniciada com a invasão do país em 2003. Os soldados estavam concentrados em bases do Curdistão, no norte iraquiano.

Com o fim da missão de combate ao Estado Islâmico, a responsabilidade pela segurança passa às forças de Bagdá. O Pentágono informou que continuará oferecendo apoio pontual aos parceiros iraquianos, incluindo treinamento e inteligência.

“Este marco reflete o sucesso de uma campanha de 12 anos que derrotou o Estado Islâmico como uma ameaça militar organizada no Iraque e em toda a região”, afirmou Sean Parnell, porta-voz do Departamento de Defesa. Para ele, a mudança encerra uma operação de coalizão em tempos de guerra e inicia uma relação bilateral de segurança.

O primeiro-ministro iraquiano, Ali Faleh al-Zaidi, declarou que o país começa uma nova fase, marcada pela soberania nacional, pelo fortalecimento das instituições e pela preparação das forças iraquianas. A saída havia sido acordada em 2024, durante o governo de Joe Biden, e foi executada pela administração de Donald Trump.

Influência iraniana e risco de instabilidade

A retirada ocorre após anos de expansão da influência do Irã no Iraque. Teerã ampliou os vínculos com partidos, políticos e grupos armados xiitas depois da queda de Saddam Hussein. A milícia iraquiana As’hab Al-Kahf, apoiada pelo Irã, comemorou a saída e a classificou como uma retirada do “ocupante americano”.

O Estado Islâmico perdeu o território que controlava e teve seu autoproclamado califado derrotado em 2017, mas células adormecidas continuam atuando no Iraque. Durante a campanha, os Estados Unidos ofereceram treinamento, inteligência, vigilância aérea e reconhecimento às forças do país.

As tropas americanas já haviam deixado o Iraque em 2011, mas voltaram em 2014, a pedido de Bagdá, depois que o grupo conquistou grandes áreas do território, incluindo Mossul. No auge da guerra, em 2007, mais de 170 mil militares americanos estavam mobilizados no país.

Apesar da saída militar, Washington e Bagdá devem continuar cooperando em treinamento, contraterrorismo, planejamento militar e inteligência. Os Estados Unidos também mantêm influência econômica sobre o Iraque por meio da gestão das receitas do petróleo e do acesso ao dólar.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5