SÃO PAULO — O SP Open quer se consolidar no calendário da WTA e transformar o torneio feminino em uma plataforma permanente para atletas e patrocinadores. Depois de uma primeira edição com ingressos esgotados, a organização planeja manter o evento por longo prazo e avalia, no médio e longo prazo, buscar uma licença para subir da categoria 250 para a 500.
Luiz Carvalho, co-diretor do torneio, atribui a força da segunda edição à recepção do público e das jogadoras em 2025. Para ele, a quadra cheia e o apoio às brasileiras e às estrangeiras aumentaram a reputação da competição entre as atletas.
A estratégia inclui ampliar a presença de marcas, melhorar a experiência dos torcedores e oferecer visibilidade às tenistas brasileiras durante toda a temporada. Carvalho afirma que a organização pretende manter o evento por 10, 15 ou 20 anos, mas ressalta que a mudança de categoria depende de uma licença e não deve ocorrer no curto prazo.
“É necessário buscar no mercado uma licença de um 500 para poder fazer isso”, diz Carvalho.
Patrocínio e carreira das atletas
O SP Open também quer funcionar como uma plataforma de entretenimento e comunicação para empresas. A organização busca atrair marcas e criar ações que ultrapassem a semana de competição. Segundo Carvalho, alguns patrocinadores que se aproximaram do torneio passaram a investir diretamente em jogadoras brasileiras.
Esse apoio pode ajudar as tenistas a viajar com equipes profissionais, incluindo fisioterapeutas. A permanência dos patrocinadores, de acordo com o executivo, dependerá da qualidade do evento, da conexão entre atletas e público e da visibilidade oferecida às empresas.
A escolha das participantes ocorre em três frentes. A primeira reúne atletas de destaque que recebem investimento para jogar o torneio. Nesse processo, são considerados fatores como popularidade, personalidade e interação com os torcedores.
A segunda envolve jogadoras que se inscrevem por conta própria ou são procuradas ao longo da temporada. A equipe do SP Open acompanha entre 15 e 20 torneios por ano para manter contato com atletas, treinadores e empresários. A terceira é formada pelas brasileiras, com quem a organização mantém contato frequente para garantir oportunidades de exposição no país.
Formação de novas tenistas
O torneio voltou a colocar São Paulo no calendário feminino depois de 25 anos sem receber uma competição desse nível. Entre os objetivos apontados por Carvalho está aproximar as profissionais de jovens atletas e ampliar a base do tênis no Brasil.
Uma das iniciativas é o Rising Stars, torneio voltado para meninas de até 14 anos. A proposta é permitir que elas acompanhem de perto jogadoras que disputam os principais campeonatos internacionais e tenham uma referência para buscar o profissionalismo.
Carvalho avalia que o principal desafio do país é aumentar o número de jovens que avançam na modalidade. Ele cita França, Itália e Estados Unidos como países com uma base maior de atletas e afirma que os resultados desse trabalho deverão ser percebidos daqui a cinco, dez ou 15 anos.







