SÃO PAULO — O SP Open encerra a segunda edição neste domingo, 20, com ingressos esgotados e 48 marcas patrocinadoras. Realizado no Parque Villa-Lobos, o torneio de tênis feminino planeja crescer no circuito mundial e chegar à categoria WTA 500 nos próximos cinco anos.
A competição atual é da categoria WTA 250, ocupa uma área de 30 mil metros quadrados e tem transmissão para mais de 100 países. O evento distribui quase US$ 230 mil em premiações, pouco mais de R$ 1,1 milhão, e passou a integrar o calendário oficial de eventos da cidade de São Paulo.
O número de patrocinadores subiu de 38 na edição de estreia para 48 em 2026. Entre as novas empresas está o Bradesco, que entrou na categoria Master. Mais de 60% da receita do torneio vêm das cotas comerciais. A bilheteria e a hospitalidade representam entre 20% e 25%, e outras fontes respondem pelos 15% restantes.
Para Márcia Casz, diretora do SP Open, a procura das marcas indica aprovação do projeto apresentado no primeiro ano. “A geração de negócios é muito relevante”, afirma. Os pacotes oferecidos aos patrocinadores incluem transmissão internacional, produção de conteúdo, ações nas redes sociais, hospitalidade, relacionamento com clientes e ativações junto ao público.
Na edição de 2025, mais de 33 mil pessoas passaram pelo complexo. Neste ano, os ingressos se esgotaram para todos os dias. A organização acrescentou 400 lugares à arquibancada da quadra central, ampliou as quadras secundárias e praticamente dobrou a área coberta para o público.
O complexo também ganhou mais opções gastronômicas, uma área interativa maior, uma sala para influenciadores e suas equipes e uma Praça SP Open ampliada, com telão para acompanhar as partidas. As ações de parceiros também chegaram a lojas e ao Shopping Villa-Lobos.
Os ingressos começaram em aproximadamente R$ 50, com possibilidade de meia-entrada. A fase classificatória teve entrada gratuita mediante retirada antecipada. Segundo a organização, as mulheres representam cerca de metade dos espectadores.
A prioridade no curto prazo é consolidar o SP Open entre os principais torneios femininos da América Latina e ampliar sua estrutura. A organização não planeja realizar uma competição masculina. No longo prazo, o objetivo é subir para WTA 500, categoria com mais pontos no ranking e premiação superior. “É um sonho nosso elevar o torneio para o WTA 500 nos próximos cinco anos”, diz Casz.








