São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Dólar R$ 5,18 · Euro R$ 5,88 · Ibovespa 186.340 +0,00% São Paulo 23°C 18° / 28°
A notícia como ela é
Bancos ampliam uso de IA com foco em resolução e segurança
Economia

Bancos ampliam uso de IA com foco em resolução e segurança

Pesquisa aponta que 83% das transações bancárias no Brasil ocorreram por canais digitais em 2025.

A inteligência artificial já faz parte da operação bancária, mas o principal critério para medir seu avanço não é quantas tarefas ela executa. Para o cliente, importa mais ter o problema compreendido e resolvido com segurança e agilidade.

Em 2025, 83% das transações bancárias no Brasil ocorreram por canais digitais, segundo a Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2026, realizada pela Deloitte. O cenário reforça a presença da tecnologia na relação entre bancos e clientes e muda a discussão sobre a divisão de tarefas entre pessoas e sistemas.

A decisão não precisa ser tomada a partir de uma separação fixa entre jornadas destinadas à IA e atividades mantidas com profissionais. A ideia é direcionar cada situação para quem consegue oferecer a melhor resposta. Um agente de IA pode conduzir uma demanda completa em alguns casos. Em outros, a complexidade, o contexto ou a natureza da decisão exigem intervenção humana.

Segurança e limites

Nos bancos, a autonomia da IA precisa estar associada à segurança. Modelos generativos podem alucinar, sofrer prompt injection ou realizar ações além das regras definidas pela instituição. Por isso, os guardrails devem proteger o negócio e o cliente sem eliminar a eficiência que motivou a adoção da tecnologia.

A IA também pode atuar nos bastidores, buscando informações, cruzando dados, atualizando sistemas e executando tarefas repetitivas. Com parte desse trabalho automatizada, o profissional pode dedicar mais tempo à análise, ao relacionamento com outras pessoas e à tomada de decisões.

Nesse modelo, a IA funciona como uma primeira camada de trabalho: executa, pesquisa, organiza e entrega resultados que ainda precisam ser avaliados. Quanto mais tarefas são delegadas à tecnologia, maior se torna a necessidade de questionar respostas, identificar erros e decidir quais medidas devem ser tomadas.

A Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2026 também mostra que 76% dos usuários digitais dos bancos já são heavy users, grupo que realiza mais de 80% das transações em um único canal. Com a relação financeira predominantemente digital, a IA tende a ocupar mais espaço, seja no contato direto com o cliente, seja no apoio ao profissional.

Para João Pedro Brasileiro, professor da Fundação Dom Cabral (FDC) e da XP Educação e CEO da Innovation Latam, a maturidade do setor será medida pela capacidade de escolher onde a tecnologia melhora a experiência. Quando a IA puder resolver uma demanda, deverá fazê-lo dentro de limites seguros; quando for necessário um profissional, ele deverá contar com a tecnologia para analisar e decidir.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5