A Vulp Air elevou de R$ 100 milhões para R$ 130 milhões o investimento previsto para este ano. A empresa de climatização por assinatura captou R$ 30 milhões adicionais em maio, por meio de operações de crédito com bancos, para renovar a frota, contratar funcionários e investir em tecnologia.
A decisão considera a expectativa de novas ondas de calor, os possíveis efeitos do El Niño sobre a cadeia de equipamentos e o crescimento da demanda acima das projeções. Segundo o CEO Mateus Orsini, mais de 90% da frota da companhia já é nova.
A captação combinou Cédulas de Crédito Bancário (CCBs) e notas comerciais. A empresa também avaliou uma emissão estruturada de debêntures, mas descartou a alternativa por considerar que teria custos maiores.
“Como eu não posso deixar o meu cliente na mão, a gente antecipou o investimento para fazer o rejuvenescimento da frota”, afirmou Orsini. A estratégia é garantir equipamentos para atender os clientes atuais e a demanda dos períodos mais quentes.
Pressão sobre equipamentos
De acordo com Orsini, o El Niño pode afetar o abastecimento ao reduzir o nível dos rios na região de Manaus, dificultando a chegada de peças às fábricas. A combinação de menor produção e procura elevada pode deixar os aparelhos escassos e mais caros.
A empresa oferece climatização por assinatura. Nesse modelo, o cliente contrata o serviço em vez de comprar os equipamentos, enquanto a Vulp Air assume a instalação, a manutenção e a substituição das máquinas. Clientes também começaram a antecipar a revisão e a troca de seus próprios parques de climatização após experiências com ondas de calor anteriores.
Orsini afirma que seria exagerado atribuir todo o aumento dos investimentos ao El Niño. Segundo ele, a Vulp Air também cresce acima do previsto, enquanto os clientes ampliam a demanda.
Novas captações no radar
A companhia já planeja novas captações para 2027, embora o valor ainda não esteja definido. A expectativa é investir mais do que neste ano caso o ritmo de expansão seja mantido.
No ano passado, a Vulp Air faturou cerca de R$ 130 milhões. Para dezembro deste ano, a previsão é alcançar uma receita anualizada próxima de R$ 260 milhões.
Entre as alternativas avaliadas para financiar o crescimento estão crédito bancário, fundos de recebíveis, consórcios, operações de leaseback e uma eventual captação via equity. A empresa também analisa aquisições em um mercado considerado fragmentado, mas não há negociação em andamento.








