PORTLAND — O Portland Trail Blazers anunciou e demitiu Braiden Bell na quinta-feira, no mesmo dia, após a repercussão de publicações racistas e misóginas feitas pelo narrador nas redes sociais durante a adolescência. A franquia reconheceu falhas no processo de contratação e pediu desculpas aos torcedores e à comunidade de Rip City.
Em comunicado, o clube afirmou que não tolera comentários racistas, sexistas ou prejudiciais. De acordo com a organização, as mensagens atribuídas a Bell violam as políticas da franquia, da liga e os valores defendidos pela equipe. Por isso, a contratação não teria continuidade.
Entre os registros recuperados estavam comentários em que Bell dizia não ser racista, mas afirmava que “asiáticos me irritam”. Também havia diversas publicações de teor misógino. As mensagens foram feitas entre 2012 e 2013, quando ele tinha cerca de 15 anos.
Aos 29 anos, Bell havia sido escolhido para assumir as transmissões do Trail Blazers depois de trabalhar nos dois últimos anos na cobertura de jogos do Phoenix Mercury, da WNBA, e do Valley Suns, da G League. Ele substituiria Kevin Calabro, que narrava as partidas da equipe desde 2016 e deixou o cargo em julho, após considerar insatisfatória a proposta de renovação contratual.
Bell e seu agente não responderam aos pedidos de posicionamento. Antes da demissão, o representante havia encaminhado os questionamentos à própria franquia.
Em uma nova manifestação, o Trail Blazers admitiu que não atingiu o padrão estabelecido pela organização no processo de contratação. “Vamos fazer melhor”, declarou o clube, que também afirmou que pretende escolher um narrador alinhado aos valores da equipe.
O caso ocorre durante questionamentos sobre medidas de contenção de despesas adotadas pelo proprietário Tom Dundon. Durante o verão norte-americano, ele defendeu que apenas recursos públicos fossem usados para financiar uma reforma estimada em US$ 600 milhões no Moda Center, arena do time.








