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AfD amplia força na Alemanha e pressiona barreira contra a extrema direita
Foto: Ronny Hartmann/AFP
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AfD amplia força na Alemanha e pressiona barreira contra a extrema direita

Partido ultradireitista venceu eleição na Saxônia-Anhalt com 44% dos votos e mira o pleito nacional de 2029.

A ultradireitista Alternativa para a Alemanha (AfD) venceu a eleição estadual da Saxônia-Anhalt, no leste do país, com 44% dos votos. O resultado reforçou a pressão sobre a barreira política criada para impedir a chegada da extrema direita ao governo e reacendeu o debate sobre o avanço de grupos semelhantes na Europa.

A AfD ficou quase trinta pontos à frente da União Democrata-Cristã (CDU), partido do chanceler Friedrich Merz. A legenda agora tenta formar uma coalizão para assumir o poder, mas enfrenta resistência de outras siglas. “Não haverá cooperação com a extrema direita”, afirmou Franziska Hoppermann, secretária-geral da CDU.

O partido ficou a três cadeiras da maioria absoluta. A situação lembra 2024, quando a AfD também terminou em primeiro em uma eleição estadual, mas não conseguiu formar governo porque os demais partidos mantiveram o chamado firewall contra a extrema direita. Desta vez, a possibilidade de composição depende da Aliança Sahra Wagenknecht (BSW), legenda radical de esquerda que combina populismo econômico e ideias conservadoras. Sahra Wagenknecht disse que impedir a AfD de governar seria uma afronta aos eleitores.

Programa e desempenho eleitoral

Fundada em 2013, a AfD defende a chamada “reimigração”, apresentada no programa de 258 páginas da sigla, além do fim da ajuda militar à Ucrânia, da reaproximação com a Rússia e da saída da União Europeia. O partido também propõe eliminar emissoras públicas de televisão e reformular escolas para promover o patriotismo, com salas separadas para crianças com deficiência e filhos de refugiados.

A legenda é vigiada pela polícia por seu radicalismo. Na Saxônia, o líder regional Ulrich Siegmund é recebido em comícios com um coro inspirado em uma antiga saudação a Adolf Hitler. Dois assessores próximos dele já pertenceram a uma célula neonazista.

A insatisfação econômica contribui para o avanço da AfD. A indústria alemã enfrenta custos elevados de mão de obra, energia mais cara e concorrência da China. Após três anos sem avançar, o PIB deve crescer 0,8% este ano. A aprovação de Merz está em 13%. Ele assumiu o comando do país em maio de 2025.

A AfD já mira a eleição nacional de 2029. Se o pleito fosse realizado hoje, teria 28% dos votos, 7 pontos à frente do partido do chanceler. O avanço também ocorre em meio ao crescimento de forças de extrema direita na Itália, na Finlândia, na Eslováquia, no Reino Unido e na França, onde Marine Le Pen lidera a corrida presidencial de 2027.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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