As Forças Armadas dos Estados Unidos mataram pelo menos 230 pessoas em ataques que destruíram ao menos 79 embarcações. Washington afirma que a campanha busca conter o fluxo de drogas para o país.
Pelo menos 26 pessoas sobreviveram às ofensivas, de acordo com as Forças Armadas dos EUA. Ao menos três foram mantidas brevemente sob custódia americana e depois devolvidas aos países de origem. Outras cerca de 23 são consideradas mortas após as buscas não encontrarem sobreviventes na água.
O ataque mais recente ocorreu em 16 de setembro, no Pacífico Oriental. Os Estados Unidos afirmaram que a embarcação destruída era usada para abastecimento em operações de tráfico de drogas. Não houve mortes confirmadas. Esse foi o oitavo ataque contra um barco supostamente empregado para essa finalidade.
O Comando Sul dos EUA informou que retirou os tripulantes antes de afundar as embarcações e os transferiu para o Equador. A Guarda Costeira dos EUA participou das buscas por sobreviventes após vários ataques. Em outros casos, autoridades navais de países não especificados foram acionadas depois das ofensivas.
Justificativa do governo
O governo Trump comunicou ao Congresso que os Estados Unidos estão em um “conflito armado” contra cartéis de drogas. A administração afirma que o confronto começou com o primeiro ataque, em 2 de setembro de 2025.
As pessoas mortas foram classificadas pelo governo como “combatentes ilegais”. Com base em uma conclusão sigilosa do Departamento de Justiça, a administração diz ter autorização para realizar ataques letais sem revisão judicial.
Integrantes do Congresso e organizações de direitos humanos contestaram essa interpretação e defenderam que os supostos traficantes sejam processados. O governo Trump também não apresentou publicamente provas de drogas nas embarcações ou de ligação delas com cartéis.
As autoridades militares afirmaram que nenhum integrante das Forças Armadas dos EUA ficou ferido nas operações.









