Iemenitas estão deixando áreas atingidas pelos combates entre os Houthis, apoiados pelo Irã, e forças apoiadas pela Arábia Saudita. Muitos usam barcos para chegar à África, enquanto a expansão do conflito aumenta os riscos para o fornecimento global de petróleo.
Ahmad Hassan, de 70 anos, contou à Organização Internacional para as Migrações (OIM) que viajou em uma embarcação lotada. “O mar estava agitado. As crianças estavam ficando enjoadas; ninguém... está acostumado com o mar”, afirmou.
Hassan disse que deixou sua aldeia depois da chegada de combatentes Houthis e de ataques aéreos na região. Segundo ele, as lojas fecharam e faltou comida. A OIM informou que mais de 100 mil iemenitas foram deslocados pelos combates recentes, principalmente dentro do próprio Iêmen.
Ataques e deslocamentos
A televisão controlada pelos Houthis informou novos ataques aéreos sauditas nesta quinta-feira (17), na província de Hajjah, perto da fronteira com a Arábia Saudita e do Mar Vermelho. Também foram relatados ataques em áreas próximas a Taiz.
Os Houthis afirmam que a Força Aérea Saudita fez centenas de ataques nos últimos dias. O grupo diz ter lançado mísseis e drones contra alvos do outro lado da fronteira. Na quarta-feira (16), declarou ter abatido um caça F-15 saudita e divulgou imagens de destroços no local da queda.
A ofensiva também ameaça as rotas de energia. O petróleo bruto ficou entre US$ 100 e US$ 110 por barril nesta semana, enquanto o diesel nos Estados Unidos chegou a pouco menos de US$ 6,40 por galão.
Donald Trump afirmou esperar o fim da guerra. Não houve novas negociações entre Estados Unidos e Irã desde o fracasso, semanas depois, de um acordo provisório firmado em junho.
A Marinha dos EUA orienta navios no Estreito de Ormuz, por onde passava um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo antes da guerra. O Irã afirma que a passagem está fechada até que Washington suspenda o bloqueio aos portos iranianos.
Os Houthis também tomaram a costa iemenita do Mar Vermelho e ilhas no estreito de Bab el-Mandeb. O Oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita está fechado desde um ataque ocorrido na semana passada, atribuído por Riad ao Iraque.








