Um drone atingiu uma torre de resfriamento da usina nuclear de Kursk, na Rússia, perto da fronteira com a Ucrânia. O caso foi informado nesta sexta-feira, 18, pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que pediu máxima contenção militar na região.
A agência afirmou que o reator estava em operação quando o drone atingiu a estrutura. De acordo com a nota, o funcionamento não foi alterado e não houve incêndio.
A usina fica a oeste da cidade de Kursk, capital regional, próxima à fronteira entre Rússia e Ucrânia. A cidade tem população de aproximadamente 440.000 habitantes.
“Todos os ataques contra instalações nucleares são inaceitáveis”, declarou a AIEA. A agência acrescentou que ações desse tipo podem comprometer a segurança física e tecnológica nuclear, independentemente do local onde ocorram.
O diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, reiterou o apelo à máxima contenção militar para evitar o risco de um acidente nuclear.
Alertas sobre outras usinas
A AIEA tem alertado sobre os riscos de combates próximos a usinas nucleares desde que a Rússia iniciou sua ofensiva militar contra a Ucrânia, em fevereiro de 2022. Entre as instalações citadas estão Zaporizhzhia, considerada a maior usina nuclear da Europa, e Chernobyl, onde ocorreu o pior desastre nuclear civil da história.
Em maio, um drone também atingiu a usina de Zaporizhzhia. Segundo a Rosatom, agência nuclear estatal russa, o ataque abriu um buraco na parede da sala de máquinas, mas não danificou o equipamento principal. O Ministério da Defesa da Rússia informou que os danos ficaram a dez metros da sala do reator.








