A execução de Christa Pike, condenada pela morte de Colleen Slemmer, não foi concluída depois que a detenta sobreviveu a duas doses de pentobarbital no Tennessee, nos Estados Unidos. Ela foi levada a um hospital e, conforme seus advogados, permanecia em estado crítico na quinta-feira, 1º.
May Martinez, mãe de Colleen, acompanhou a tentativa na quarta-feira, 30. Ela e o marido, Raul, viajaram por cerca de 11 horas da Flórida até Nashville para assistir ao procedimento. Durante a aplicação, May permaneceu diante da janela da sala de observação, olhando para Pike.
“Não tirei os olhos dela”, disse May. Ela afirmou que queria que a condenada se lembrasse de Colleen e do que havia feito, sem esquecer a vítima.
Após a tentativa
Pike recebeu as duas aplicações do medicamento usado pelo Tennessee, mas continuou respirando e chegou a emitir sons, segundo testemunhas e documentos apresentados pelos advogados. Depois, foi encaminhada ao hospital.
May e Raul disseram que esperaram mais de uma hora por informações após a retirada de Pike do local. Um comissário informou que ela havia sido levada ao hospital, mas não sabia dizer se estava viva ou morta naquele momento. Para May, a situação ampliou a falta de encerramento do caso. “Não conseguimos justiça pela minha filha”, afirmou.
Pike foi condenada pelo assassinato de Colleen Slemmer, cometido quando tinha 18 anos. A condenada se tornou a primeira mulher com uma execução marcada no Tennessee em mais de 200 anos.
Após o procedimento fracassado, o governador Bill Lee suspendeu as execuções previstas para o restante de 2026 e determinou uma revisão independente. Pike pode voltar ao corredor da morte.








