Christa Pike sobreviveu a duas doses de sedativo durante uma tentativa de execução no Tennessee, nos Estados Unidos. O procedimento ocorreu na noite de quarta-feira (30), mas não foi concluído, segundo autoridades penitenciárias.
Pike foi condenada pelo assassinato de uma colega de escola há três décadas. A tentativa seria a primeira execução de uma mulher no estado em dois séculos.
Relatos na sala de testemunhas
Jornalistas que acompanharam o procedimento disseram ter ouvido Pike chorar, gemer, respirar com dificuldade e roncar em volume alto. Em diferentes momentos, as cortinas da sala de execução foram fechadas, impedindo a visão dos presentes.
Tori Gessner, âncora da afiliada da ABC WKRN, afirmou que os jornalistas entraram na sala de testemunhas por volta das 18h41, mas esperaram quase uma hora até o início do procedimento. Normalmente, segundo ela, a execução começa depois de 10 ou 15 minutos.
A primeira cortina foi fechada às 19h46. Gessner disse que Pike ainda estava claramente viva, respirando e roncando. Três minutos depois, a cortina foi reaberta, e os jornalistas ouviram a mulher roncar muito alto, com a boca aberta. Às 20h05, a cortina foi fechada novamente e permaneceu assim.
Catherine Sweeney, repórter de saúde da rádio WPLN, afirmou que o protocolo estadual aparentemente não previa a sobrevivência após uma segunda dose do sedativo. “É algo sem precedentes. Nada disso deveria ter acontecido e não havia um plano para isso”, disse.
Sweeney também relatou ter ouvido funcionários pedirem que líderes religiosos voltassem à sala de execução, algo que, segundo ela, nunca havia presenciado. Depois disso, os jornalistas não voltaram a ver Pike e ouviram apenas sua respiração e seus roncos por quase uma hora.
John North, produtor investigativo da afiliada da NBC WBIR-TV, afirmou que Pike não parecia estar em sofrimento evidente no fim do procedimento. A respiração, segundo ele, era forçada e acompanhada de chiado.
A condição de Pike não foi divulgada imediatamente. Ela foi levada para atendimento médico depois de deixar a prisão de segurança máxima Riverbend, em Nashville. Também não estava claro quais medidas legais poderiam ser tomadas por seus advogados ou pelo estado após a tentativa não concluída.







