A Guarda Revolucionária Islâmica anunciou nesta terça-feira, 8, a captura de um veículo submarino não tripulado dos Estados Unidos no Estreito de Ormuz. O Exército americano afirmou que o equipamento estava defeituoso e não levava dados sensíveis nem equipamentos importantes.
O capitão da Marinha dos Estados Unidos Tim Hawkins disse à CNBC que o veículo “apresentou defeito há mais de um dia”. Segundo ele, o drone fazia “levantamentos de apoio nas águas regionais”. Hawkins também afirmou que as operações americanas na área continuam.
A Guarda Revolucionária classificou o equipamento como um dos submarinos não tripulados mais modernos do Exército dos Estados Unidos. Meios de comunicação iranianos identificaram o veículo como um Dive-LD, modelo autônomo desenvolvido pela empresa americana Anduril. Cada unidade custa US$ 2,5 milhões, valor superior a R$ 12,7 milhões na cotação mencionada.
Novos ataques no Golfo Pérsico
A apreensão ocorreu três dias depois de Estados Unidos e Irã trocarem ataques no Golfo Pérsico. Nesta terça-feira, um míssil americano atingiu um petroleiro em frente à ilha de Kharg, segundo informações divulgadas pela imprensa iraniana. Não houve registro de vítimas.
A ilha tem 20 km² e concentra cerca de 90% das exportações de petróleo do Irã. O local é abastecido por oleodutos ligados a campos marítimos próximos. Donald Trump chamou Kharg de “a joia da coroa” da indústria de petróleo iraniana.
A agência Tasnim informou que um pequeno petroleiro iraniano foi atingido por mísseis americanos a quatro milhas da ilha, na área de fundeio. Explosões também foram registradas anteriormente em Kharg e na cidade portuária de Jask, próxima ao Estreito de Ormuz.
A passagem é usada para transportar 20% do petróleo e do gás consumidos no mundo. Os ataques ocorreram após quase um mês de calmaria tensa, período em que o governo de Donald Trump havia anunciado uma estratégia baseada em pressão financeira e sanções, chamada Operação Pária Econômico.








