NOVA YORK — O Irã aguarda uma resposta definitiva dos Estados Unidos sobre a proposta para reabrir o Estreito de Ormuz, apesar de Donald Trump ter classificado a oferta como inaceitável. O plano prevê a retomada da passagem marítima em uma semana e o reinício das negociações nucleares, caso Washington suspenda o bloqueio naval e as sanções ao petróleo.
O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que ainda não recebeu informações dos mediadores sobre a posição final americana. “Estamos aguardando os pareceres definitivos dos mediadores e tomaremos uma decisão com base nisso”, disse.
Condições para a reabertura
Araghchi não detalhou todas as exigências, mas afirmou que elas estavam previstas no Memorando de Entendimento entre Estados Unidos e Irã, assinado em junho e rompido pouco depois, durante a retomada dos confrontos.
Segundo o ministro, a passagem marítima normal poderia ser restabelecida em sete dias se as condições fossem atendidas. Ele também disse que não seria possível esperar a retomada automática da segurança e da navegação após bombardeios, ameaças, bloqueio marítimo e medidas coercitivas.
Um funcionário da Casa Branca afirmou que os dois países mantinham discussões positivas e construtivas por meio dos mediadores. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, declarou que um eventual acordo exigiria muito trabalho ao longo de um período de tempo.
Trump afirmou na Assembleia Geral da ONU que precisava decidir entre um acordo que permitisse ao Irã se reconstruir e uma ação para aniquilar a República Islâmica. No sábado (26), ele havia rejeitado a proposta iraniana e dito que o país queria reabrir o estreito porque estava perdendo o conflito.
O porta-voz do exército iraniano, Mohammad Akraminia, disse no domingo que os Estados Unidos poderiam lançar um novo ataque contra o Irã por causa de sua situação regional. Segundo ele, Teerã está preparada para qualquer confronto.
Ataques no Iêmen
Novos ataques também foram relatados no Iêmen no domingo, durante a intensificação dos confrontos entre o grupo Houthi, apoiado pelo Irã, e facções apoiadas pela Arábia Saudita.
Um ataque a um mercado na província de Taiz matou pelo menos sete pessoas e feriu dezenas, incluindo crianças, informou o Ministério da Saúde do grupo Houthi. O governo iemenita afirmou que tinha como alvo um acampamento militar houthi.
No último mês, os houthis capturaram uma faixa do litoral do Iêmen no Mar Vermelho e lançaram mísseis e drones contra a infraestrutura energética saudita. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, negou que o grupo receba ordens de Teerã e afirmou que os houthis são responsáveis pelos próprios atos.








