Países do Golfo adiaram uma reunião com o Irã sobre a administração do Estreito de Ormuz. O encontro estava previsto para esta segunda-feira, 14, em Omã, mas não houve consenso entre os participantes.
A reunião de ministros das Relações Exteriores discutiria um acordo temporário para organizar a navegação pelo estreito, bloqueado desde o início da guerra entre Irã, Estados Unidos e Israel, no fim de fevereiro. Antes do conflito, a passagem respondia por 20% das exportações mundiais de petróleo e gás natural.
O chanceler de Omã, Badr Albusaidi, afirmou que o adiamento foi decidido “em nome do consenso”. Teerã, porém, disse que a mudança ocorreu a pedido da Arábia Saudita. Albusaidi declarou que o país continua empenhado em promover diálogo, estabilidade e cooperação na região.
Ataques anunciados pelos hutis
Também nesta segunda-feira, 14, os rebeldes hutis do Iêmen afirmaram ter lançado “dezenas de mísseis balísticos e drones” contra alvos militares no sul da Arábia Saudita. O porta-voz militar do grupo, Yahya Saree, disse que a ofensiva atingiu instalações e estruturas militares na base aérea Rei Khalid, em Khamis Mushait.
Segundo os hutis, a ação foi uma resposta aos ataques aéreos sauditas realizados contra o Iêmen nos últimos dias. Autoridades da Arábia Saudita emitiram alertas de emergência na região de Khamis Mushait e em outras três cidades do sul do país.
A escalada ocorre poucos dias depois de os hutis capturarem a ilha de Perim, no Estreito de Bab el-Mandeb, passagem que conecta o Mar Vermelho ao Golfo de Áden e integra uma rota comercial entre a Ásia e a Europa. A retomada dos combates levou milhares de pessoas a deixar áreas costeiras. A ONU informou que mais de 2.000 pessoas cruzaram para o Djibouti desde a última quinta-feira 10.
Na quinta-feira, os hutis também haviam tomado o porto de Mocha. O grupo reivindica ainda o controle da cidade de Hays e do acampamento Khalid ibn al-Walid, no Iêmen.
As hostilidades começaram em julho, após um avião iraniano pousar no Iêmen. O cessar-fogo firmado em 2022 entrou em colapso em julho, em meio à instabilidade regional. Na última quarta-feira 9, forças sauditas lançaram pelo menos 40 ataques no Iêmen.








