O Irã manteve as condições para liberar a navegação no Estreito de Ormuz, em meio à disputa com os Estados Unidos sobre a reabertura da passagem. O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, afirmou neste domingo, 27, que Teerã não pretende flexibilizar as exigências.
“Nossas condições são claras, e qualquer movimento para reabrir o Estreito de Ormuz depende do cumprimento dessas condições. Não recuaremos”, declarou Araghchi à televisão estatal. O ministro também disse que o país continua aberto à diplomacia e às negociações, mas não abrirá mão de seus direitos.
Na sexta-feira, 25, o Irã informou ter enviado aos Estados Unidos uma proposta para retomar a navegação em até sete dias depois da validação. O presidente iraniano, Masud Pezeshkian, afirmou que o plano foi elaborado em coordenação com Ali Khamenei, guia supremo e principal autoridade de decisão do país. Uma equipe de seis integrantes recebeu autorização para negociar.
A proposta foi rejeitada no sábado, 26, pelo presidente americano, Donald Trump. Em declaração a jornalistas, ele afirmou que os dirigentes iranianos querem chegar a um acordo porque estão perdendo terreno. O embaixador dos Estados Unidos na ONU, Mike Waltz, disse que o Irã queria receber tudo adiantado, com a promessa de negociar depois.
Tensão regional
O comandante em chefe do Exército iraniano, Amir Hatami, declarou que os Estados Unidos devem se preparar para novas ofensivas contra seus interesses na região. “A guerra não terminou. Obtivemos a vitória, mas devemos protegê-la”, disse à agência estatal IRNA.
A escalada também preocupa países do Golfo. Durante a Assembleia Geral da ONU, no sábado, o ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Faisal bin Farhan, afirmou que a estabilidade regional está ligada à segurança energética mundial.
A Arábia Saudita, maior exportadora mundial de petróleo bruto, foi afetada por interrupções nos estreitos de Ormuz e Bab al-Mandeb e rejeitou o uso dessas rotas como ferramenta de pressão pelas partes envolvidas no conflito.








