JAPÃO — O número de pessoas com 100 anos ou mais no Japão chegou a 107.677 em 1º de setembro, informou nesta terça-feira, 15, o Ministério da Saúde. É a primeira vez que o país supera a marca de 100.000 centenários. Quase 90% desse grupo são mulheres.
A população centenária cresce há 56 anos consecutivos. Ao mesmo tempo, a taxa de fertilidade japonesa caiu no ano passado para o menor nível já registrado, conforme dados divulgados em junho.
Pressão sobre a economia
Com idade média de 49,9 anos, o Japão é o segundo país com a população mais envelhecida do mundo, atrás de Mônaco, segundo o Banco Mundial. O envelhecimento tem sido acompanhado por escassez de trabalhadores, aumento dos custos da Previdência Social e redução da base tributária.
Dados do censo nacional divulgados em maio mostraram queda recorde de 2,5% no número de cidadãos nos últimos cinco anos. Segundo informações preliminares do censo quinquenal, a população atual é de 123 milhões de pessoas, cerca de 3 milhões a menos que em 2020.
O porta-voz do governo japonês, Minoro Kihara, afirmou que os números confirmam que a crise demográfica “está se agravando” no país.
A imigração é apontada por especialistas como uma possível resposta à redução populacional, mas continua impopular. Nos últimos anos, Tóquio criou um visto para nômades digitais e adotou iniciativas de treinamento e capacitação de trabalhadores estrangeiros.
O tema voltou ao centro do debate nas eleições de 2025, vencidas pela primeira-ministra Sanae Takaichi, defensora de regras mais rigorosas para a entrada de estrangeiros. Nesta sexta, Tóquio aprovou um projeto que eleva em até 30 vezes as taxas de vistos, de 10 mil ienes para até 300 mil ienes.








