São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Dólar R$ 5,18 · Euro R$ 5,88 · Ibovespa 186.340 +0,00% São Paulo 23°C 18° / 28°
A notícia como ela é
Lula vai à ONU em meio a tensão com os Estados Unidos
Foto: Michael M. Santiago/Getty Images
Mundo

Lula vai à ONU em meio a tensão com os Estados Unidos

Presidente discursará na terça-feira e deve defender a soberania do Brasil durante a Assembleia-Geral das Nações Unidas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chega a Nova York neste domingo, 20, para participar da Assembleia-Geral das Nações Unidas. O discurso está marcado para terça-feira, 22, e pode ser a última participação dele no encontro durante o mandato.

Lula deve defender a soberania do Brasil na condução de assuntos internos. A previsão inicial é de que a fala dure cerca de 20 minutos. A viagem ocorre a duas semanas do primeiro turno das eleições brasileiras, marcado para 4 de outubro.

Por tradição, o Brasil abre os discursos dos chefes de Estado na Assembleia-Geral, posição ocupada pelo país desde 1955. Depois de Lula, será a vez de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos. Não há reunião bilateral prevista entre os dois, mas os presidentes podem ter um contato informal, como ocorreu em setembro de 2025, quando trocaram algumas palavras nos bastidores antes dos discursos.

O episódio contribuiu para a retomada do diálogo entre os governos após um período de atritos. Brasil e Estados Unidos negociaram tarifas sobre mercadorias brasileiras, sanções financeiras e limitações para a concessão de vistos. Neste ano, porém, os países voltaram a divergir sobre questões comerciais e sobre o combate a organizações criminosas brasileiras classificadas como terroristas pelo governo americano. A embaixadora do Brasil nos Estados Unidos, Maria Luiza Ribeiro Viotti, também teve o visto retirado.

Agenda em Nova York

Na segunda-feira, 21, Lula se reunirá com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, que fez o convite. Também está previsto um encontro com António Guterres, secretário-geral da ONU.

A agenda ocorre após Michelle Bachelet retirar, no sábado, 19, a candidatura para suceder Guterres. A ex-presidente do Chile era apoiada pelo Brasil, mas enfrentava resistência nas consultas do Conselho de Segurança. A última rodada indicou que pelo menos um dos cinco integrantes permanentes do órgão se opunha à candidatura.

A 81ª edição da Assembleia-Geral será comandada por Khalilur Rahman, ministro das Relações Exteriores de Bangladesh. O lema da sessão é “Restaurando a confiança e administrando transformações: uma ONU que produza resultados para todos”.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5