São Paulo, Segunda-feira, 5 de outubro de 2026
Dólar R$ 5,22 · Euro R$ 5,88 · Ibovespa 192.115 -0,00% São Paulo 17°C 16° / 23°
A notícia como ela é
Madureira apoia Caiado e mantém distância de Flávio Bolsonaro
Mundo

Madureira apoia Caiado e mantém distância de Flávio Bolsonaro

Liderada por Samuel Ferreira, a denominação já apoiou Lula e Jair Bolsonaro e agora evita definir posição para um eventual segundo turno.

A Assembleia de Deus Ministério Madureira decidiu apoiar Ronaldo Caiado (PSD-GO) no primeiro turno da eleição presidencial, mas não aderiu à campanha de Flávio Bolsonaro (PL). A denominação é liderada pelo bispo Samuel Ferreira, que também concentra esforços em candidatos ligados ao ministério em São Paulo.

A escolha por Caiado foi oficializada em abril, durante o evento anual da Convenção Nacional das Assembleias de Deus no Brasil (Conamad), em Goiânia. Na ocasião, Samuel Ferreira declarou: “Madureira não entrou no segundo, Madureira entrou em primeiro turno — e Madureira é pé quente”.

Caiado, ex-governador de Goiás, aparece empatado com Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão), com cerca de 3% das intenções de voto, conforme o agregador citado no levantamento. O deputado federal Otoni de Paula (PSD-RJ), que foi pastor do Ministério Madureira, atribui o apoio à capacidade de gestão de Caiado e à relação antiga com a denominação.

A igreja tem uma base importante em Goiás. O estado foi o primeiro destino de sua expansão, em 1936, antes da chegada a São Paulo, em 1938. Para De Paula, a opção por Caiado ocorreu em um cenário de polarização que a igreja procurou evitar.

Relação com Bolsonaro

O Ministério Madureira apoiou Jair Bolsonaro (PL) na eleição de 2018 e novamente em 2022, quando o então presidente participou de um evento da Conamad em Goiás. Às vésperas do primeiro turno, Samuel Ferreira também recebeu Bolsonaro em um culto em São Paulo.

Flávio Bolsonaro tentou se aproximar da denominação, mas não conseguiu obter apoio. O senador é correligionário de pastores ligados à igreja que se tornaram parlamentares, como Cezinha de Madureira e Oseias de Madureira.

Otoni de Paula afirmou que Flávio “sempre se aproveitou da igreja” e disse que o senador “nunca foi um dos nossos”. Ele ressaltou, porém, que não fala pelo colegiado de bispos responsável pelas decisões políticas. Segundo o deputado, a convenção ainda não definiu como agirá em um eventual segundo turno.

Uma denominação descentralizada

As Assembleias de Deus formam a maior vertente evangélica do Brasil, com 12,3 milhões de fiéis, conforme o Censo 2010. A denominação é organizada em diferentes ministérios e convenções, sem uma autoridade central equivalente à do papa na Igreja Católica.

O Ministério Madureira surgiu em 1929, no Rio de Janeiro, e criou sua própria convenção em 1958. A estrutura ganhou força política ao longo das décadas. Em 1985, uma convenção lançou 18 candidatos a deputado federal; 13 foram eleitos no ano seguinte.

A sede principal do ministério hoje fica no Brás, em São Paulo. O templo central da AD Brás tem capacidade para 5 mil pessoas e é presidido por Samuel Ferreira, filho do bispo Manoel Ferreira.

Na eleição atual, Samuel Ferreira tem apresentado Rogério Madureira e Elias Madureira, ambos do PL, como candidatos a deputado federal e estadual. Ele percorre cidades do interior paulista com a Caravana Movimenta Madureira. Uma publicação também celebrou um vídeo de Michelle Bolsonaro pedindo votos para os dois candidatos.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5