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Nova regra do STF muda análise de pedidos ligados a processos em andamento
Política

Nova regra do STF muda análise de pedidos ligados a processos em andamento

Resolução assinada por Edson Fachin impede o envio automático de petições a ministros por alegação de conexão entre processos.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, publicou nesta sexta-feira (02) uma resolução que altera a distribuição de pedidos apresentados por terceiros em processos já em andamento na Corte. A medida determina que a Presidência analise previamente alegações de conexão antes de encaminhar uma petição a um ministro específico.

A Resolução 921 entrou em vigor na data de sua publicação. Pela regra, a simples afirmação de que um pedido é relacionado a um caso já analisado por determinado ministro não será suficiente para direcionar automaticamente o processo a ele.

O professor de Processo Penal da USP Gustavo Badaró avaliou que a mudança não encerra completamente os conflitos internos do tribunal, mas pode reduzir disputas na Corte e ter reflexos em situações nas quais o STF revisa decisões do Tribunal Superior Eleitoral.

Como será a distribuição

Antes, os sistemas eletrônicos encaminhavam diretamente aos ministros as petições apresentadas com alegação de conexão. Havia apenas uma recomendação do presidente para evitar a revogação monocrática de decisões tomadas por outros integrantes do tribunal.

Com a nova resolução, o pedido será submetido primeiro à análise da Presidência. Badaró explicou que, “antes de ir para esse ministro, ela terá que ser avaliada pela presidência para este aspecto da competência ser decidido”.

Se a conexão for reconhecida, o processo será enviado ao ministro indicado. Caso contrário, haverá distribuição livre por sorteio. Isso significa que o mesmo ministro ainda poderá receber o caso, mas sem que o encaminhamento ocorra apenas porque a parte o indicou.

Para Badaró, a principal diferença em relação às regras anteriores é o caráter vinculante da medida. A resolução cria uma barreira administrativa que impede que a petição chegue diretamente ao ministro antes da avaliação da Presidência.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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