O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, adiou a análise pelo plenário da controvérsia envolvendo uma fake news sobre Nossa Senhora Aparecida. O caso estava previsto para ser levado à avaliação dos ministros nesta quarta-feira (30), mas não entrou na pauta da sessão.
A possibilidade de julgamento presencial provocou divergências internas no tribunal. Uma ala avaliava que a discussão, com transmissão ao vivo e debate entre os ministros, poderia gerar desgaste para o STF às vésperas do primeiro turno das eleições. A defesa era de que a análise fosse deixada para a semana que vem.
Outra ala considerava necessário manter as sessões plenárias. Para esses ministros, os embates fazem parte da Corte, e o colegiado deveria dar uma decisão final sobre um assunto com impacto eleitoral.
A definição do caso buscava oferecer uma resposta colegiada em meio a decisões conflitantes de ministros e diminuir a tensão interna poucos dias antes do primeiro turno. Fachin também adotou, durante algumas semanas, o cancelamento de sessões plenárias como estratégia para conter a crise iniciada no começo de setembro.
Crise interna
O STF completa nesta semana um mês de crises sucessivas. O cenário começou depois que André Mendonça tornou público um relatório que aponta suposta relação de Alexandre de Moraes com Daniel Vorcaro.
Nas últimas semanas, ministros cassaram decisões de colegas em processos diferentes, trocaram ofensas e acusações no plenário, desautorizaram o presidente do tribunal e bloquearam colegas no WhatsApp. A disputa também envolve vazamento de informações e retirada do sigilo de processos.








