Alexandre de Moraes questionou Edson Fachin durante a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que analisa um relatório da Polícia Federal (PF) sobre mensagens e outros registros relacionados ao ministro e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Moraes criticou a relatoria e a condução do caso por Fachin, que preside a Corte. O ministro afirmou ter recebido cinco dias para prestar informações sobre o conteúdo de uma petição e perguntou qual seria o objeto da votação.
“Vossa Excelência vai votar o quê?”, questionou Moraes durante a sessão.
Análise do relatório
Antes de avaliar se os elementos justificam a abertura de uma investigação contra Moraes, o plenário deve analisar um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para anular o relatório da PF.
A PGR argumenta que André Mendonça determinou a produção do documento sem um pedido anterior do Ministério Público ou da própria Polícia Federal. A Procuradoria também afirma que a medida não foi submetida previamente ao plenário.
Há ministros que avaliam que, se a nulidade for aceita, o STF poderá encerrar o caso sem analisar o conteúdo das mensagens. Outros entendem que os elementos já conhecidos ainda podem ser discutidos para decidir sobre a abertura de uma nova investigação.
A sessão ocorre em meio a trocas de ofícios entre ministros, disputa pelo acesso às provas e questionamentos sobre a condução das investigações por Mendonça. Antes do início dos trabalhos, os ministros também discutiram quais documentos deveriam estar disponíveis para análise prévia.
Na segunda-feira (14), a PF informou ter entregue aos gabinetes de Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes cópias dos dados extraídos do celular apreendido de Daniel Vorcaro. No mesmo dia, Mendonça retirou o sigilo de um processo com detalhes sobre a rede de pagamentos de Vorcaro e do Banco Master.








