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Família e amigos ajudam mulher a denunciar estuprador antes do casamento na Escócia
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Família e amigos ajudam mulher a denunciar estuprador antes do casamento na Escócia

Amy relatou abusos físicos, psicológicos e sexuais cometidos pelo noivo, Christopher Malcolm, condenado a 16 anos de prisão.

Amy afirma que a intervenção da família, dos amigos e da polícia impediu que ela se casasse com Christopher Malcolm, condenado por crimes contra quatro mulheres. O relacionamento estava marcado para acontecer quatro semanas depois da prisão dele, em setembro de 2024.

Malcolm foi condenado após um julgamento com 56 testemunhas. Os crimes ocorreram em duas regiões da Escócia e começaram em 2008, quando ele ainda era adolescente. Ele recebeu uma sentença de 16 anos de prisão e entrou com recurso.

Amy, nome fictício, conheceu Malcolm no Tinder perto do fim de agosto de 2023. Segundo ela, o relacionamento avançou rapidamente: na primeira semana, ela conheceu os pais dele; depois, os dois foram morar juntos e ficaram noivos no Natal.

Controle e violência

Amy relata que Malcolm exigia que ela apagasse as redes sociais, escondia ou tomava seu celular e não permitia que a família dela ligasse para a casa do casal. Ele também aparecia no trabalho dela e exigia que saísse mais cedo, sob ameaça de provocar uma cena.

A violência, inicialmente ocasional, passou a ocorrer a cada duas semanas. Amy descreveu um episódio de três dias em que Malcolm ficou em “modo de ataque”, rasgou o sofá com uma faca e ameaçou cometer suicídio. Ela também afirmou que ele a estrangulava, a insultava e a ameaçava.

Durante uma agressão, Malcolm fraturou o pulso de Amy e a impediu de procurar atendimento médico. Ela diz que ficou permanentemente machucada e desfigurada e que não consegue mais segurar livros com uma das mãos. Também relatou estupros e afirmou que, em uma ocasião, uma criança estava na residência.

Denúncias à polícia

Familiares e amigos encaminharam à polícia escocesa mensagens de texto e fotos dos ferimentos. Quatro pessoas fizeram denúncias separadas sem que Amy soubesse. Malcolm foi preso após a primeira denúncia e liberado sob fiança, mas as evidências continuaram sendo reunidas.

A polícia pediu que Amy prestasse depoimento. Ela diz que os agentes foram diretos ao explicar o risco que corria caso permanecesse em silêncio. Depois disso, ela denunciou os estupros, abusos e agressões.

Um porta-voz da polícia escocesa afirmou que as informações entregues pela família e pelos amigos foram “fundamentais” para reunir evidências dos abusos. A corporação também informou que pode usar câmeras corporais, análises de telefones, fotografias, registros médicos e históricos de incidentes quando a vítima reluta em denunciar.

Amy, que tem 30 anos, afirma que a família, os amigos e os policiais salvaram sua vida. Ela recebeu apoio de organizações, fez terapia, comprou um carro e uma casa e diz estar pronta para formar uma família.

Ela também teme pela própria segurança caso Malcolm seja libertado antes do previsto. As propostas recentes do governo escocês sobre a liberação de presos foram criticadas pelos principais juízes da Escócia.

Em casos de violência sexual, denúncias podem ser feitas pelo Ligue 180. O serviço funciona diariamente durante 24h, incluindo sábados, domingos e feriados. A ligação é gratuita e anônima. Também é possível procurar Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher, Delegacias de Defesa da Mulher, Casas-Abrigo e outros serviços especializados.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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