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NABEP terá concessão de 100 anos para operar 17 campos na Venezuela
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NABEP terá concessão de 100 anos para operar 17 campos na Venezuela

A empresa de Alejandro Betancourt também prevê investir US$ 100 bilhões em infraestrutura petrolífera no país.

A empresa North American Blue Energy Partners (Nabep), controlada pelo empresário venezuelano Alejandro Betancourt, ficará responsável pela exploração de 17 campos de petróleo na Venezuela. O acordo prevê concessões de 100 anos e foi anunciado pelos governos dos Estados Unidos, de Donald Trump, e da Venezuela, de Delcy Rodríguez, na última sexta-feira (28/8).

A Casa Branca estima que as áreas tenham aproximadamente 65 bilhões de barris em reservas. Pelo acordo, a NABEP também investirá US$ 100 bilhões em novas infraestruturas petrolíferas no país.

Entre os termos divulgados está a transferência de uma participação de 35% da empresa controladora da NABEP para o Departamento de Guerra americano. O Departamento de Estado dos EUA poderá comprar 20% da produção, a preço de custo, de todos os campos atuais e futuros operados pela companhia. O governo americano terá preferência na compra dos outros 80%.

A composição do conselho da empresa deverá ter maioria de cidadãos americanos. A Casa Branca afirmou que o acordo é regido pela legislação dos Estados Unidos e está sujeito à jurisdição dos tribunais americanos. O governo Trump classificou a NABEP como uma “operadora comprovada” e a “segunda maior produtora privada de petróleo da Venezuela”.

Citações em arquivos de Epstein

Betancourt é citado em e-mails liberados pelo governo americano sobre Jeffrey Epstein, bilionário condenado por crimes sexuais e tráfico de menores, que morreu na prisão em 2019. O empresário venezuelano também já foi acusado de corrupção e lavagem de dinheiro e aumentou seu patrimônio durante a era de Hugo Chávez (1999-2013).

Em setembro 2012, Francisco D’Agostino encaminhou a Epstein uma mensagem na qual apresentava Betancourt como parceiro de negócios. D’Agostino foi sancionado pelos Estados Unidos em 2021 por ajudar a Venezuela a driblar sanções contra o petróleo.

Em outro e-mail, enviado em outubro, D’Agostino descreveu Betancourt como dono da Derwick e Associados e afirmou que ele tinha mais de $3 bilhões em contratos com o governo venezuelano. As mensagens também mencionavam empresários, banqueiros e políticos do país.

Epstein chegou a pedir um roteiro para uma estadia de uma noite e dois dias em Caracas. Não há informações públicas de que a viagem tenha ocorrido. Em dezembro de 2012, um anexo enviado a um contato identificado como “S A”, com cópia para Epstein e Betancourt, tinha o título “Memo oil Venezuela”.

Delcy Rodríguez classificou o acordo como “histórico” e disse que a Venezuela manterá a “propriedade e soberania” sobre o petróleo. A presidente interina afirmou que o país não tem capacidade para explorar combustível fóssil sozinho, apesar de possuir uma das maiores reservas de petróleo do mundo.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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