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Trump admite possibilidade de EUA controlarem petróleo do Irã
Foto: Jim WATSON/AFP
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Trump admite possibilidade de EUA controlarem petróleo do Irã

Presidente americano comparou a situação com acordo sobre reservas venezuelanas e previu queda acentuada da gasolina após o conflito.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo, 13, que o país pode permanecer no Irã e assumir o controle do petróleo local. A declaração foi feita durante uma viagem à Irlanda, em meio ao conflito no Oriente Médio.

Trump comparou a possibilidade com o acordo firmado com a Venezuela, que dá a Washington controle sobre parte das reservas de petróleo do país sul-americano. “No final das contas, vamos sair (do Irã), a menos que decidamos permanecer e ficar com o petróleo, como na Venezuela”, disse.

O presidente também declarou que o preço da gasolina teria uma queda acentuada quando a guerra terminasse. Segundo Trump, a receita dos Estados Unidos obtida com a Venezuela já teria coberto os custos do conflito várias vezes.

Impactos no petróleo

O Estreito de Ormuz está praticamente paralisado pelo Irã desde o início da guerra. Antes do conflito, a rota marítima era usada para transportar 20% das exportações mundiais de petróleo e gás natural liquefeito.

No domingo, países do Golfo adiaram uma reunião com Teerã sobre a administração do estreito por falta de consenso. Nesta segunda-feira, os rebeldes hutis do Iêmen disseram ter lançado “dezenas de mísseis balísticos e drones” contra alvos militares no sul da Arábia Saudita. As movimentações aumentaram a preocupação com o fornecimento global de petróleo.

Acordo com a Venezuela

Anunciado no fim de agosto, o acordo entre os governos americano e venezuelano, com participação de empresas privadas, prevê o desenvolvimento de 17 campos de petróleo. A iniciativa envolve reservas equivalentes a 65 bilhões de barris, cerca de 21% do total venezuelano.

A Venezuela tem a maior reserva comprovada de petróleo do mundo, estimada em 303 bilhões de barris. A administração Trump calcula que o acordo possa atrair US$ 100 bilhões em investimentos e elevar a produção, afetada pela deterioração da infraestrutura e pela falta de recursos.

A líder oposicionista María Corina Machado contestou o acordo. Ela disse que os recursos naturais não pertencem a um “regime ilegítimo”, em referência ao governo da presidente interina Delcy Rodríguez, que assumiu após a captura de Nicolás Maduro por forças americanas, em 3 de janeiro.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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