O Conselho de Segurança das Nações Unidas fará uma reunião nesta terça-feira (15) para discutir a situação no estreito de Bab el-Mandeb. O encontro foi convocado pela França e ocorrerá à tarde, pelo horário de Nova York, conforme informaram dois diplomatas franceses.
A reunião acontece em meio ao aumento dos ataques nas duas principais rotas de transporte de petróleo da região e às preocupações sobre o abastecimento global de energia. Também foi adiado, nesta segunda-feira (14), um encontro entre o Irã e outras potências do Golfo sobre o avanço dos houthis iemenitas.
Autoridades iranianas planejavam apresentar uma proposta de acordo com Omã para a gestão das rotas marítimas pelo Estreito de Ormuz. Antes da guerra, passava por essa via cerca de um quinto do petróleo mundial. A nova data da reunião ainda será definida por Teerã e Mascate.
O adiamento ocorreu depois que a Arábia Saudita decidiu interromper, pelo menos por enquanto, seu principal oleoduto para o transporte de petróleo do Oriente Médio sem passar por Ormuz.
Ataques na região
A mídia estatal saudita divulgou imagens de danos em casas e em uma mesquita na província de Jazan, no sul do país. As autoridades atribuíram os danos a um suposto ataque transfronteiriço dos houthis, grupo alinhado ao Irã.
Os houthis afirmaram também ter atingido uma base militar saudita em uma província vizinha. O grupo anunciou a ação após a captura da ilha de Perim, no estreito de Bab el-Mandeb, conhecido como “Porta das Lágrimas” e responsável por controlar a entrada do Mar Vermelho.
O avanço dos houthis pela costa do Mar Vermelho integra a maior escalada dos combates no Iêmen em anos. Os ataques aumentaram a pressão sobre os países do Golfo e criaram um dilema para os Estados Unidos, que buscam apoiar a Arábia Saudita e proteger o transporte marítimo sem entrar em outra frente de guerra.
Três fontes disseram que Mohammed bin Salman ligou para Trump na quinta-feira (10) para pedir ajuda militar contra os houthis. Por enquanto, recebeu uma oferta de apoio de inteligência. Trump confirmou no sábado (12) que conversou com o príncipe herdeiro e afirmou que os houthis também pediram que Washington não participasse da guerra do Iêmen.








