QUÊNIA — Quatro pessoas foram presas durante a investigação sobre a morte de 18 elefantes em áreas de conservação do Quênia. A polícia apreendeu várias substâncias, entre elas produtos químicos que podem estar relacionados ao caso.
Testes laboratoriais preliminares identificaram cianeto em seis das dez primeiras amostras examinadas. A informação foi divulgada por Gilbert Rop, diretor-assistente responsável pelo Parque Nacional de Amboseli. As análises foram feitas por laboratórios independentes, incluindo unidades da Universidade de Nairóbi e do governo.
As primeiras 15 mortes ocorreram entre 24 de junho e 24 de julho, no Parque Nacional de Amboseli, no Santuário de Kimana e na Fazenda Kuku. Segundo as autoridades de vida selvagem, os animais apresentaram sinais de paralisia parcial antes de morrer.
Conflito com comunidades
A investigação ocorre em meio ao avanço da agricultura sobre corredores ecológicos próximos ao parque. Agricultores relatam danos frequentes às plantações provocados por elefantes que entram em áreas de cultivo.
Rop afirmou que as comunidades têm percepção positiva sobre a conservação, mas enfrentam custos provocados pelo conflito entre pessoas e animais. “A comunidade arca com os custos da conservação devido ao conflito entre humanos e a vida selvagem”, disse.
O ecossistema abriga cerca de 2.100 elefantes, que circulam entre Amboseli e a região de West Kilimanjaro. Para Rop, a morte dos animais representa uma perda significativa para a área. “Perder um número tão grande de elefantes — 18 mortes — é um duro golpe para a população de elefantes deste ecossistema”, afirmou.








