Quase 21 mil incêndios devastaram aproximadamente 98 mil hectares na França durante o verão. O número de ocorrências é cinco vezes maior que a média dos últimos 20 anos e representa um recorde desde 1976, informou o Escritório Nacional de Florestas (ONF) nesta quinta-feira, 24.
O balanço ainda será revisado nas próximas semanas e inclui incêndios em florestas, terras agrícolas e outras áreas naturais. Juliette Faivre, diretora do ONF na região de Île-de-France-Est, classificou o resultado como “excepcional”. Segundo ela, 97% dos incêndios são controlados antes de alcançar 10 hectares.
A floresta de Fontainebleau, ao sul de Paris, perdeu 2 mil hectares para o fogo durante o verão. Na área florestal francesa, foram queimados 76.000 hectares em 2026, o maior total desde o início da coleta de estatísticas precisas sobre esse tipo de ocorrência. A média anual dos últimos 20 anos é de 12.700 hectares, de acordo com Christophe Chantepy, especialista em prevenção e controle de incêndios florestais do ONF.
Emissões de carbono
Os incêndios também elevaram as emissões de carbono. Mais de 1,5 milhão de toneladas métricas foram liberadas na atmosfera desde o início de 2026 até meados de agosto, segundo dados do Copernicus, serviço de observação da União Europeia.
Esse é o maior nível registrado desde o início das medições, em 2003, e quase quatro vezes a média anual observada entre 2003 e 2025. Especialistas apontam que os incêndios aumentam o desafio da França para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e cumprir as metas climáticas, enquanto diminui a capacidade das florestas de absorver carbono.








