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Ração brasileira para cães trata doença hepática e pode ser usada por filhotes
Foto: gpointstudio/Magnific
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Ração brasileira para cães trata doença hepática e pode ser usada por filhotes

Produto desenvolvido pela PremieRpet foi avaliado em cães com desvio portossistêmico e apresentou melhora clínica após 60 dias.

Uma ração brasileira desenvolvida para cães com desvio portossistêmico também pode ser usada por filhotes. O produto foi criado pela PremieRpet para ajudar a controlar a doença hepática, que impede o fígado de filtrar o sangue adequadamente e pode provocar vômitos, falta de apetite, perda de peso, apatia, desorientação e convulsões.

A doença é causada por um desvio vascular que favorece o acúmulo de toxinas no organismo, principalmente nos sistemas nervoso e digestivo. A amônia, produzida durante a degradação das proteínas da alimentação, é apontada como a principal responsável pelos problemas. Em condições normais, o fígado transforma a substância em ureia, eliminada pelos rins. Quando esse processo não ocorre, a amônia pode chegar ao cérebro e causar encefalopatia hepática.

Um estudo belga indica que até 0,6% dos cães desenvolvem a doença, o equivalente a cerca de um a cada 167. Yorkshire, Maltese e Pug estão entre as raças pequenas mais afetadas, embora cães de grande porte também possam apresentar o problema.

Como funciona a ração

Chamado PremieR Nutrição Clínica Hepato para Cães Pequenos, o produto é feito à base de soja e enriquecido com vitaminas. A proposta é reduzir a produção de amônia. A ração foi lançada em agosto e deve chegar às lojas após cinco anos de desenvolvimento.

“O que vimos é que a digestão de proteínas de origem animal leva a uma maior produção de amônia do que a de origem vegetal”, explicou Raquel Pedreira, médica-veterinária, pesquisadora e gerente de Pesquisa e Desenvolvimento de Nutrição Clínica da PremieRpet.

A proteína usada na fórmula passou por hidrólise, processo que quebra ligações químicas e facilita o aproveitamento dos aminoácidos. O produto também contém ômega 3 e vitaminas E e C, com funções relacionadas à redução de inflamações e à ação antioxidante.

Resultados dos testes

Os pesquisadores avaliaram 35 cães: 20 com desvio portossistêmico e 15 saudáveis. Entre os animais doentes, após 60 dias de dieta, o escore clínico caiu de uma média próxima a 7 para menos de 3. Também houve melhora nos sintomas gastrointestinais e neurológicos, além da redução das concentrações de ácido úrico.

Filhotes e adultos ganharam peso durante o período. Os mais novos aumentaram cerca de um quilo, enquanto os adultos tiveram ganho de aproximadamente 100 gramas.

A fórmula pode ser prescrita por médicos-veterinários para filhotes a partir das 14 semanas de vida. Segundo Raquel Pedreira, o manejo nutricional permite que o animal se desenvolva até atingir porte adequado para uma eventual cirurgia de correção do desvio vascular ou seja mantido como parte do tratamento contínuo.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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