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Cães editados por CRISPR não produzem principal alérgeno canino
Foto: Reprodução/kindred Companion
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Cães editados por CRISPR não produzem principal alérgeno canino

Alfie e Bailey nasceram nos Estados Unidos e cresceram sem alterações clínicas aparentes durante o período acompanhado pelos pesquisadores.

Pesquisadores dos Estados Unidos criaram duas cadelas da raça beagle geneticamente modificadas para não produzir a proteína Can f 1, considerada o principal alérgeno dos cães. Alfie e Bailey nasceram em setembro de 2024 após a interrupção, com a ferramenta CRISPR-Cas9, do gene responsável pela produção da proteína.

O estudo foi publicado em 05 de agosto de 2026 no The CRISPR Journal. Durante o período avaliado, as cadelas cresceram normalmente e não apresentaram problemas clínicos aparentes relacionados à alteração genética.

Como a alergia acontece

A reação alérgica não é provocada apenas pelos pelos. A Can f 1 está principalmente na saliva e pode alcançar os pelos, a pele e o ambiente. Em pessoas sensibilizadas, o sistema imunológico identifica a proteína como uma ameaça e produz anticorpos IgE, o que pode causar espirros, coriza, coceira e irritação nos olhos, além de contribuir para rinite alérgica e asma.

Por isso, cães chamados popularmente de hipoalergênicos não necessariamente deixam de provocar reações. A quantidade de pelos, sozinha, não determina a presença dos alérgenos.

Alteração genética e resultados

Os pesquisadores modificaram o gene Can f 1 em células de beagle e produziram embriões por transferência nuclear de células somáticas. Dos 25 embriões, dois chegaram ao nascimento. Alfie pesava 320 gramas, e Bailey, 318 gramas.

Exames confirmaram a alteração planejada. Nas análises de saliva, pelos e caspa, a Can f 1 não foi detectada. O acompanhamento também indicou crescimento e desenvolvimento anatômico dentro do esperado.

Em um teste cutâneo, uma pessoa alérgica à Can f 1 recebeu amostras dos animais modificados. O material de um beagle sem modificação provocou uma reação de aproximadamente seis milímetros, enquanto as amostras de Alfie e Bailey não causaram resposta detectável. Materiais de poodle e goldendoodle também provocaram reação.

Os pesquisadores ressaltam que o resultado é uma prova de conceito. O teste humano envolveu apenas uma pessoa, especificamente sensibilizada à Can f 1, e existem outros alérgenos produzidos pelos cães. Estudos com mais participantes e acompanhamento prolongado ainda serão necessários para avaliar a segurança e o potencial da estratégia.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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