A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal formou maioria para manter o afastamento de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal. O julgamento, porém, foi suspenso depois de um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.
A decisão de afastamento imediato continua valendo. Durante a análise, Kassio Nunes Marques e Luiz Fux anteciparam seus entendimentos e acompanharam integralmente o voto do relator, André Mendonça. O delegado William Marcel Murad assumirá temporariamente o comando da corporação.
Críticas no governo
O ministro da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência, José Guimarães, classificou a medida como descabida e uma intromissão. Em uma publicação nas redes sociais, ele afirmou que a decisão pode ter motivação eleitoral e pediu providências ao Supremo Tribunal Federal.
“Ninguém está acima da lei”, escreveu Guimarães. Na mesma publicação, o ministro afirmou que a apuração de eventuais indícios de delitos é correta, mas questionou o afastamento determinado por Mendonça.
Parlamentares governistas também criticaram a decisão. O deputado federal Lindbergh Farias disse que o ministro tenta interferir na eleição para beneficiar o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro. Ele também cobrou o andamento do caso Dark Horse.
Lindbergh afirmou que o afastamento ocorreu após a atuação de Andrei Rodrigues em uma investigação que levou à prisão de Vorcaro. Segundo o deputado, o caso Dark Horse, que envolve Flávio Bolsonaro, está parado há mais de 100 dias nas mãos de Mendonça.
A deputada Fernanda Melchionna defendeu o afastamento do ministro relator. Ela afirmou que há uma tentativa de proteger a família Bolsonaro e criticou o enfraquecimento da Polícia Federal às vésperas da eleição.








