O pão francês não precisa ser retirado do café da manhã por quem busca uma alimentação equilibrada. Nutricionistas consideram que o alimento pode fazer parte da rotina, especialmente por ser uma fonte de carboidratos simples e fornecer energia de rápida absorção.
Essa característica faz do pão branco uma opção para começar o dia ou para uma refeição antes da atividade física. O alimento passou a ser usado, a partir dos anos 1980, em pesquisas que avaliavam refeições pré-exercício capazes de manter níveis adequados de glicemia e reduzir o risco de tonturas e desconfortos gastrointestinais.
Para quem treina pela manhã, a recomendação é consumir o pão pelo menos uma hora antes do exercício. Quando a ingestão ocorre em um intervalo menor, alimentos de alto índice glicêmico podem provocar hipoglicemia de rebote, também chamada de hipoglicemia reativa. A condição pode causar enjoo, tontura e mal-estar.
Isso acontece porque, nesse período, há um pico de ação da insulina. Durante o exercício, a contração muscular também favorece a entrada de glicose nos músculos. A combinação dos dois efeitos pode provocar uma queda rápida do açúcar no sangue em circulação.
Como melhorar a combinação
Adicionar proteínas e fibras ao pão ajuda a reduzir o pico glicêmico, o que também é importante para pessoas com diabetes. Ovo, queijo branco, tomate e alface aumentam a saciedade e o valor nutritivo da refeição.
Para quem está controlando o peso, a alternativa indicada é trocar o pão francês pela versão integral ou por fatias de pão de forma integral. A maior quantidade de fibras contribui para a digestão e retarda o surgimento da fome.
Quem prefere a farinha branca pode optar por pães de fermentação longa, conhecidos como sourdough. As bactérias e leveduras utilizadas na produção modificam a estrutura do pão e reduzem a carga de glicose.








