São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Dólar R$ 5,18 · Euro R$ 5,88 · Ibovespa 186.340 +0,00% São Paulo 23°C 18° / 28°
A notícia como ela é
Reino Unido anuncia sanções contra assentamentos israelenses na Cisjordânia
Foto: Issam Rimawi/Anadolu/Getty Images
Mundo

Reino Unido anuncia sanções contra assentamentos israelenses na Cisjordânia

Ed Miliband afirmou que colonos israelenses promovem limpeza étnica contra palestinos e anunciou medidas com apoio de outros 11 países.

O Reino Unido acusou, nesta terça-feira, 8, colonos israelenses de promoverem limpeza étnica contra palestinos na Cisjordânia. Em resposta, o ministro das Relações Exteriores britânico, Ed Miliband, anunciou sanções econômicas contra assentamentos israelenses, com apoio de outros 11 países.

A denúncia ocorre após o aumento de invasões a casas, incêndios de plantações e veículos e cercos que, conforme o governo britânico, obrigam moradores a deixar suas áreas por falta de comida e água. Miliband também acusou o governo do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, de tolerar ou apoiar ações que podem configurar crimes contra a humanidade previstos no Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional (TPI).

“O governo britânico concorda que está ocorrendo uma limpeza étnica de palestinos em áreas da Cisjordânia, perpetrada por colonos terroristas”, declarou o chanceler ao Parlamento. Ele evitou classificar as ações de Israel como genocídio.

Medidas anunciadas

Além do Reino Unido, Canadá, Dinamarca, Finlândia, França, Islândia, Irlanda, Noruega, Polônia, Portugal, Espanha e Suécia aderiram às sanções. As medidas preveem:

  • proibição de importações provenientes de assentamentos ilegais na Cisjordânia;
  • restrições à prestação de serviços, como construção e financiamento, para colonos judeus;
  • proibição de anúncios e propagandas de imóveis localizados em assentamentos ilegais;
  • sanções contra pessoas acusadas de promover violência de colonos contra palestinos;
  • restrições a licenças para compra e porte de armas e a outras vendas que contribuam para a ocupação.

No Reino Unido, a legislação necessária para aplicar as punições deve entrar em vigor dentro de nove meses. Miliband também anunciou sanções contra a Al-Qard al-Hassan, braço financeiro do Hezbollah, e a retomada de sanções econômicas contra o Irã, em alinhamento com a União Europeia e os Estados Unidos.

Disputa territorial e reações

Desde os Acordos de Oslo, a Cisjordânia é dividida em três zonas. A Área A corresponde a 18% do território e inclui cidades como Ramallah, Hebron e Nablus, sob controle civil e de segurança da Autoridade Palestina. A Área B representa 22% e tem administração civil palestina, mas segurança controlada por Israel. Já a Área C equivale a 60% e está sob controle civil e militar israelense.

O governo de Netanyahu anunciou planos para expandir o assentamento E1, a leste de Jerusalém. A medida, de acordo com a avaliação apresentada no texto, isolaria o norte e o sul da Cisjordânia e dificultaria a criação de um futuro Estado palestino.

Estados Unidos e Israel ameaçaram retaliar contra Londres. O embaixador americano em Israel, Mick Huckabee, disse que o governo de Donald Trump ainda avalia as medidas. O presidente israelense, Isaac Herzog, chamou as sanções de interferência nas eleições democráticas de Israel, que escolherão um novo governo em outubro.

O chanceler israelense, Gideon Saar, afirmou que Israel reagirá caso a Grã-Bretanha avance contra o país. O ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, defendeu a expulsão do embaixador britânico.

Miliband declarou ainda apoiar a criação da Palestina e a chamada solução de dois Estados. “Nossa divergência não é com o povo de Israel, com quem o Reino Unido mantém laços inabaláveis. Nossa divergência é com a conduta de seu governo”, afirmou.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5