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Reino Unido veta produtos de assentamentos israelenses na Cisjordânia
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Reino Unido veta produtos de assentamentos israelenses na Cisjordânia

Ed Miliband anunciou sanções contra assentamentos e empresas ligadas à expansão, com apoio da França e do Canadá.

O Reino Unido vai proibir a importação de produtos provenientes de assentamentos israelenses na Cisjordânia. O anúncio foi feito nesta terça-feira (08/09) pelo ministro das Relações Exteriores, Ed Miliband, em discurso no Parlamento.

Miliband afirmou que o governo britânico também recusará pedidos de licença para armas e outras exportações que contribuam materialmente para a ocupação. A restrição continuará enquanto a ocupação persistir. Empresas e indivíduos que prestem serviços para a expansão dos assentamentos, incluindo construção e financiamento, também poderão ser alvo de sanções.

Segundo o ministro, as medidas têm como alvo os assentamentos, e não Israel. Ele acusou o governo israelense de fazer vista grossa para uma “limpeza étnica” que, segundo ele, é praticada por “colonos terroristas”. Miliband declarou ainda que a posição oficial do governo britânico é a de que a ocupação é ilegal.

A França e o Canadá devem anunciar a proibição de importações de produtos dos assentamentos. Holanda, Irlanda, Bélgica, Espanha e Noruega já proibiram esses produtos ou estão em processo de fazê-lo. Dinamarca, Finlândia, Islândia, Polônia, Portugal e Suécia se comprometeram a apoiar as novas medidas.

Reação de Israel e dos Estados Unidos

O presidente de Israel, Isaac Herzog, classificou as sanções como um “grave erro de cálculo”. O embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee, afirmou que empresas britânicas poderão ser proibidas de realizar negócios em vários estados americanos e alertou para um “enorme impacto econômico” sobre companhias do Reino Unido.

A reação ocorreu antes do anúncio britânico. Huckabee disse que os Estados Unidos, principal aliado de Israel, responderiam às sanções. Segundo ele, eventuais medidas poderiam ser adotadas individualmente pelos estados americanos ou em nível central e federal.

O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, havia confirmado a deputados trabalhistas, na noite de segunda-feira, que Miliband faria a declaração. Burnham também conversou por telefone com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e destacou a importância de uma solução de dois Estados no Oriente Médio. Um relato oficial da ligação não informou se as sanções foram discutidas.

Expansão dos assentamentos

A decisão britânica foi anunciada após Israel abrir um edital para construir cerca de 1,2 mil casas na área E1, a leste de Jerusalém. A região é considerada estratégica, e os planos foram criticados internacionalmente. Miliband afirmou que a construção ameaça a viabilidade de um Estado palestino.

O Reino Unido também pediu que Israel suspenda a retenção de receitas que, segundo o ministro, está inviabilizando financeiramente serviços essenciais na Cisjordânia. Miliband disse que as medidas são uma mensagem de que o governo britânico não compactuará com a destruição da solução de dois Estados.

Em relação a Gaza, ele pediu que o Hamas entregue suas armas e desmonte sua infraestrutura terrorista. O ministro afirmou que o grupo não poderá participar da futura governança do território.

Desde a ocupação da Cisjordânia e de Jerusalém Oriental, durante a Guerra dos Seis Dias, Israel construiu cerca de 160 assentamentos, onde vivem 700 mil judeus. Estima-se que 3,3 milhões de palestinos morem ao lado dessas comunidades. Desde o início da guerra em Gaza, após o ataque liderado pelo Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023, aumentaram os ataques de colonos contra palestinos e suas propriedades na Cisjordânia.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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