TENNESSEE — Christa Pike aguarda uma decisão sobre o pedido de clemência enviado ao governador Bill Lee, enquanto a execução está marcada para 30 de setembro. O governador pode converter a pena de morte em prisão perpétua, sem possibilidade de liberdade condicional. Os tribunais também podem suspender o procedimento antes da data prevista.
Pike está há cerca de 30 anos no corredor da morte. A espera é próxima da média nacional de 27 anos, período associado à análise de recursos e à revisão de possíveis erros processuais.
Argumentos da defesa
Os advogados atuais tentam reverter a condenação com base em evidências que, segundo eles, não foram apresentadas de forma adequada ao júri original. O defensor que atuou no caso em 1995 era recém-formado e nunca tinha trabalhado em um processo de homicídio.
A defesa também afirma que Pike sofreu traumas severos, incluindo abuso sexual e estupros durante a infância e a adolescência. Os advogados citam ainda abandono familiar, lesão cerebral e problemas de saúde mental que não teriam sido tratados.
Crime e condenação
Pike foi condenada pelo assassinato de Colleen Slemmer, de 19 anos, em 1995, quando tinha 18 anos. As duas estudavam no programa Job Corps, em Knoxville, no Tennessee.
De acordo com a investigação, Pike acreditava que Slemmer estava interessada em seu namorado, Tadaryl Shipp. Em janeiro de 1995, Pike, Shipp e outra jovem levaram Slemmer a uma área florestal isolada sob o pretexto de se reconciliarem. A vítima foi torturada e espancada por cerca de 45 minutos antes de ser morta.
Shipp tinha 17 anos na época e não recebeu pena de morte por ser menor de idade. Ele cumpre prisão perpétua.
Desde 1976, quando a Suprema Corte dos Estados Unidos restabeleceu a pena de morte, 18 mulheres foram executadas no país, contra mais de 1.600 homens. No Tennessee, nenhuma pessoa que tivesse 18 anos no momento do crime foi executada na era moderna da pena de morte. Se os recursos forem rejeitados, Pike poderá ser a primeira mulher executada pelo estado em mais de 200 anos.








